Skaf evita criticar Alckmin na segurança pública

Peemedebista disse que, se eleito, adotará uma postura de acompanhar de perto o trabalho dos agentes

iG Minas Gerais | Da Redação |

O candidato Paulo Skaf (PMDB) evitou criticar diretamente o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pelos aumentos sucessivos no número de roubos no Estado. Na segunda-feira, 4, o peemedebista fez questão de afirmar que Alckmin, seu rival na disputa pelo governo paulista, foi o responsável pela situação crítica da Santa Casa de Misericórdia.  Durante visita à sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil (Deic), Skaf disse que, se eleito, adotará uma postura de acompanhar de perto o trabalho dos agentes. Mas diante da pergunta se ele via omissão do governador Alckmin em relação à segurança pública, o candidato do PMDB se esquivou e não respondeu. Apesar disso, Skaf se referiu à situação da segurança no Estado como calamitosa. "Hoje é inegável que é uma calamidade a segurança pública do Estado de São Paulo", afirmou, durante coletiva de imprensa. O candidato deu como exemplo o número de roubos registrados no Estado, que aumentou 29,48% no primeiro semestre em comparação com igual período de 2013, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública paulista. "Enquanto estamos aqui conversando alguém está sendo assaltado ou furtado em São Paulo", disse. Esta é a terceira agenda de Skaf com policiais. No dia 30 de julho, o candidato participou de dois eventos com representantes da Associação dos Oficiais da Polícia Militar (AOPM) e da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar.  Nesta quarta, 6, Skaf teve uma conversa a portas fechadas com o diretor do Deic, Wagner Giudice, e, depois, disse que pretende aumentar o poder Investigativo da Polícia Civil, que hoje só resolve 2% dos roubos e furtos, conforme os dados oficiais. Ele também mencionou a necessidade de simplificar processos e adquirir tecnologias para auxiliar os agentes na solução de crimes.  O peemedebista não acenou com aumento de salários para policiais. "Não tratamos nada disso (salários) ainda, mas não entendo como um Estado como São Paulo, com um orçamento de R$ 200 bilhões, tenha professores, médicos e policiais mal pagos", afirmou.  

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