Anistia Internacional acusa Nigéria de torturar e matar civis

"Essas não são as imagens que esperamos de um governo que se vê como líder na África", disse secretário-geral, Salil Shettym

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Anistia Internacional denunciou nesta quarta-feira (6) violações de direitos humanos cometidas na Nigéria no conflito entre o Exército, o grupo radical islâmico Boko Haram e milícias aliadas ao governo no norte do país.

A ONG acusa soldados e milicianos de torturar e matar pessoas capturadas no Estado de Borno, o mais afetado pelos combates. As agressões são mostradas em um vídeo no site da entidade com imagens gravadas por ativistas nigerianos.

Nas imagens, as vítimas são espancadas com bastões de madeira e barras de ferro, têm suas gargantas cortadas ou são fuzilados e enterrados em valas comuns, sem identificação ou distinção entre os corpos.

Os ativistas também conseguiram registro de destruição de vilarejos com bombardeios e incêndios. O secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shettym, afirma que as violações na Nigéria são chocantes.

"Essas não são as imagens que esperamos de um governo que se vê como líder na África. Essas imagens horripilantes são balizadas por vários testemunhos sugerindo que essas execuções extrajudiciais são, de fato, realizadas pelos militares e milícias".

Segundo a ONG, mais de 4.000 pessoas foram mortas neste ano no conflito entre o governo nigeriano e o Boko Haram, sendo mais de 600 executados extrajudicialmente após um ataque a uma base do Exército, em março.

As operações se intensificaram no país desde que o Boko Haram começou a controlar cidades nigerianas, em junho, e após o sequestro de mais de 200 meninas do vilarejo de Chibok..

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