Ministro argentino critica posição do governo dos EUA

"Os EUA podem se fazer de tontos, mas o juiz Griesa decidiu embargar algo que não era nem nosso, era dos credores", disse ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Ministro da Economia da Argentina, Axel Kicilof, em entrevista coletiva no Consulado-Geral do país em Nova York após reunião com representantes dos fundos abutres
DIVULGAÇÃO / AGÊNCIA BRASIL
Ministro da Economia da Argentina, Axel Kicilof, em entrevista coletiva no Consulado-Geral do país em Nova York após reunião com representantes dos fundos abutres

O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, criticou, em uma entrevista a uma rádio, o governo dos EUA por "não colocar limites a um juiz". Ele estava se referindo a Thomas Griesa, que toma as decisões no caso do litígio da Argentina com um grupo de fundos de investimentos. Kicillof o definiu como "um juiz municipal".

"Os EUA podem se fazer de tontos, mas o juiz Griesa decidiu embargar algo que não era nem nosso, era dos credores". Na entrevista, ele ainda insinuou que o julgamento pode ter sido uma manobra ilegal para ganhar dinheiro: "o juízo do século, como era chamado no mundo inteiro, se converteu na fraude do século".

Griesa decidiu que a Argentina não poderia continuar pagando seus credores caso não acertasse uma dívida que o país não reconhece, de US$ 1,3 bilhão, com o fundo de investimentos NML. Uma prestação da dívida de US$ 539 milhões, que a Argentina depositou no banco, foi congelada pelo juiz e não foi encaminhada aos credores.

No mercado financeiro, decidiu-se que trata-se de um calote soberano. E existem seguros para se proteger disso. A Argentina afirma que o NML vai ganhar o prêmio dessas apólices. Por isso, Kicillof afirma que todas as decisões da Justiça foram, na verdade, para beneficiar o fundo com esses pagamentos de seguros.

Choro

Na mesma entrevista, Kicillof se emocionou e chorou ao comentar o fato de o neto da presidente da Associação das Avós da Praça de Maio ter sido encontrado.

Na terça (5), Estela de Carlotto, que procurava seu neto há 36 anos, descobriu quem é homem por meio de um teste de DNA ao qual ele se submeteu voluntariamente.

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