Campos promete aumentar subsídios e faz defesa de Marina

Aos representantes do agronegócio, candidato do PSB afirmou que melhorará sistema de seguros no setor

iG Minas Gerais | Da Redação |

Em discurso a representantes do agronegócio, Eduardo Campos, candidato do PSB à presidência da República, prometeu aumentar mecanismos de proteção de renda e investir em logística por meio de parcerias com o setor privado. O ex-governador de Pernambuco afirmou que irá melhorar o sistema de seguros e fortalecer a interlocução dos agricultores e pecuaristas com Brasília, com mudanças no Ministério da Agricultura e criação de um conselho nacional para tratar dos temos do setor. "Precisamos articular crédito, seguro e preço mínimo. Porque crédito sem seguro mata quem produz, quem arrisca. O sistema de seguro é muito tímido, só para catástrofe, mas não para proteção da renda", afirmou nesta quarta-feira (6) em evento promovido pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). "Não adianta ter R$ 200 bilhões de crédito e faze conta de palito na hora de viabilizar os subsídios e as subvenções do campo", afirmou o pessebista. Campos procurou manter um discurso objetivo, abordando problemas do setor, e fez somente ao final uma referência às questões ambientais, como a economia de baixo carbono, tema central da pauta de Marina Silva, sua candidata à vice. Na sessão de perguntas da entidade, contudo, foi questionado sobre o "radicalismo ambiental" que prejudica o agronegócio e correu em defesa de Marina. Ele afirmou que o Ministério do Meio Ambiente sob a "liderança" de Marina Silva "levou o país a liderar o debate ambiental nos fóruns internacionais, algo muito relevante para o Brasil estrategicamente, e fez um diálogo importante", Campos voltou a falar em investimentos em infraestrutura que envolvam parcerias com o setor privado "sem preconceito" e no comprometimento em perseguir a meta de inflação. "A governança macroeconômica é fundamental. Adotar o tripé [macroeconômico] como verdade e não faz de conta. Uma política coordenada que nos leve ao lugar certo, que não mate produtividade", afirmou. O candidato pessebista afirmou ainda que irá investir em novos acordos comerciais. "Precisamos de uma visão de relações exteriores inspirada na constituição. Não podemos ter política externa de partido, mas de Estado", afirmou.