Mãe legítima tem teste de DNA de filhos com resultado negativo

Lydia Fairchild é uma quimera, uma pessoa com dois tipos diferentes de DNA no corpo; em todo o mundo existem apenas 40 casos registrados da anomalia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Mãe biológica tem teste negativo de maternidade dos filhos.
Reprodução/Youtube
Mãe biológica tem teste negativo de maternidade dos filhos.

Parece história de filme, mas é a realidade vivida por uma mulher que quase perdeu a guarda dos filhos pelo fato do exame de DNA apresentar resultado negativo quanto a meternidade, sendo que ela é a mãe biológica das crianças.

Lydia Fairchild é uma quimera, uma pessoa com dois tipos diferentes de DNA no corpo. A história é tão fantástica que a mulher e seus filhos foram tema de um documentário britânico chamado The Twin Inside Me (também conhecido como “I Am My Own Twin“). Existem apenas 40 indivíduos documentados em todo o mundo com tal anomalia.

A descoberta - Tudo começou quando Lydia estava grávida do seu terceiro filho, em 2002, quando se separou do marido. Por causa da pensão solicitado um teste de DNA dos pais. Foi aí a surpresa. O resultado confirmou a paternidade, mas negou que Lydia fosse a mãe biológica dos filhos.

Imediatamente a justiça indiciou a mulher por tentaiva de fraude e por solicitar benefícios de direito de crianças de outra pessoa. A promotoria recomendou que as duas crianças fossem encaminhadas para a assistência social.

A sorte é que um dos advogados da promotoria descobriu o caso de Karen Keegan, uma quimera de New England e sugeriu que o advogado de Lydia investigasse a possibilidade de se tratar da mesma coisa. Em paralelo, os testes de DNA de outros parentes da mulher começaram a chegar e surgiu uma indicação de que Lydia teria um DNA compativel com o que seria uma avó das crianças. Diante desta confusão toda, o juiz teve a ideia de acompanhar o nascimento do terceiro filho para analisar melhor o caso.

O nascimento do terceiro filho de Lydia foi acompanhado de uma testemunha judicial e acompanhar a coleta de sangue imediata de mãe e filho após o parto. O resultado novamente apontou que o filho não era da mulher.

Assim, novos testes indicaram que as amostras de DNA retiradas da pele e do cabelo davam resultado negativo, mas uma amostra retirada do colo do útero dava positivo. E assim foi descoberto que Lydia, de fato, carregava dois tipos diferentes de DNA, caracterizando  mais um caso de quimerismo que, por muito pouco, não acabou mal.

Como acontece - Logo após a concepção, um óvulo se fundiu com outro óvulo. O resultado disso é um óvulo fundido, com dois DNAs que se combinaram e formaram um único indivíduo. Isso significa que, biologicamente, Lydia é mais de uma pessoa.

Não existem números concretos, mas uma boa parte dos humanos são quimeras em alguma medida, já que as mães e os fetos costumam trocar células durante a gestação. O fenômeno de um gêmeo que absorve completamente o outro no útero é incomum. Entretanto, como as fertilizações in vitro aumentam a chance de gêmeos, elas aumentam também os casos de quimerismo.

Confira o vídeo que circula na internet explicando o fenômeno. 

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