Socialistas em palanque tucano

Marcio Lacerda e Alexandre Kalil participaram de inauguração de comitê metropolitano

iG Minas Gerais | Larissa Arantes |

Mais um. Pimenta da Veiga inaugurou ontem seu comitê metropolitano de campanha na capital
Uarlen Valério
Mais um. Pimenta da Veiga inaugurou ontem seu comitê metropolitano de campanha na capital

Pela primeira vez desde o início do período eleitoral, os dissidentes do PSB mineiro participaram de um evento de campanha do candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga. O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), e o presidente do Clube Atlético Mineiro, Alexandre Kalil (PSB), estiveram nesta terça na inauguração do comitê metropolitano da coligação Todos por Minas.  

Os dois fazem parte do grupo que decidiu apoiar o PSDB, e não o candidato próprio do partido ao governo de Minas, o ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado. Além deles, os três deputados estaduais do PSB – Antônio Lerin, Wander Borges e Tenente Lúcio – e a secretária de Educação de Minas, Ana Lúcia Gazzola, anunciaram apoio a Pimenta. Gazzola, inclusive, pediu sua desfiliação da legenda.

Nesta terça, Marcio Lacerda evitou falar sobre qual será sua atuação na campanha presidencial, já que o candidato do seu partido ao Palácio do Planalto é Eduardo Campos (PSB), mas, historicamente, Lacerda é próximo do senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB).

Lacerda sempre enfoca o apoio que teve de Aécio – ao lado do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel – para ser eleito prefeito da capital em 2008. Mesmo assim, o socialista disse que “não tem o compromisso” de fazer campanha para Aécio. “Essa questão de eleição presidencial não está na minha pauta nesse momento”, completou.

Já Alexandre Kalil enfatizou que não se considera um “dissidente”. “O próprio PSB pediu que eu colocasse a minha candidatura na rua, não vejo isso como dissidência”, justificou.

Agenda. Durante inauguração do comitê metropolitano, Pimenta destacou sua proposta para a mobilidade e falou sobre a expansão do metrô. “Eu quero um sistema eficiente de transporte de massa, que vá de Betim a Confins, de Ribeirão das Neves ao Jardim Canadá”. O tucano disse ainda que o “policiamento ostensivo” será prioridade em seu eventual governo. “A criminalidade tem uma matriz nas drogas, e é um absurdo as fronteiras brasileiras abertas”, disse, em crítica ao governo federal.

Jingle

Ditadura. Pimenta disse que poderá mudar seu jingle, se ficar comprovado que a música “Marcas do que se Foi” -usada na campanha – foi usada exclusivamente pela ditadura.

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