Petista nega que haja traidores

Candidato diz que uma possível migração de aliados para campanha tucana não é fato

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Agenda. Fernando Pimentel se reuniu ontem com Sindicato das Empresas de Revenda de Pneus de Minas
Lincon Zarbietti / O Tempo
Agenda. Fernando Pimentel se reuniu ontem com Sindicato das Empresas de Revenda de Pneus de Minas

O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, negou nesta terça que existem dissidentes de partidos da sua base aliada migrando para a campanha de seu principal adversário, Pimenta da Veiga (PSDB). O ex-ministro afirmou que as informações divulgadas pelos tucanos não são verdadeiras e que o assunto só pauta “quem não tem proposta nem o que dizer para Minas”. Apesar disso, ao ser perguntado se espera que seu partido puna os “traidores”, o petista afirmou que a sigla deve “tomar as providências adequadas”.  

As declarações de Pimentel são uma resposta prévia ao possível anúncio dos tucanos nos próximos dias de novas adesões de “inimigos” à campanha tucana. Nessa segunda, um vereador petista de Ribeirão das Neves prometeu fazer campanha para Pimenta.

Nesta terça, o candidato do PT se reuniu com representantes do Sindicato das Empresas de Revenda de Pneus de Minas e reforçou as críticas ao PSDB e aos últimos 12 anos de administração estadual. O foco da vez foi a educação, área considerada pelos tucanos como uma das que mais avançaram na última década no Estado.

“Essa balela de que a educação de Minas é a melhor do Brasil não se sustenta. Basta conversar com qualquer professor da rede estadual. Temos uma péssima educação”, criticou.

Desde a semana passada, quando pesquisa Ibope sobre a disputa em Minas apontou empate técnico entre Pimenta e Pimentel, o petista passou a criticar mais diretamente o atual governo. Nesta terça, ele acusou o PSDB de tratar com “desprezo, abandono e humilhação” os professores estaduais. “Vamos recuperar a carreira, pagar o piso nacional e fazer um programa para a educação de Minas”, disse.

A política econômica adotada pelo Estado também esteve na mira do ex-ministro. Ele afirmou que o choque de gestão – programa-vitrine dos governos Aécio Neves e Antonio Anastasia – não permitiu que a burocracia fosse reduzida. “Até o candidato adversário está dizendo que vai reduzir a burocracia. Fico chocado com o fato de que, 12 anos depois, alguém tenha a audácia de dizer isso”, alfinetou.

Empresários

Pleito. Os empresários ligados ao sindicato de revenda de pneus apresentaram a Pimentel proposta de construir uma indústria de reciclagem no Estado.

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