Tombini minimiza revisão para baixo do PIB brasileiro

Presidente do BC foi questionado nesta terça por parlamentares

iG Minas Gerais |

Exemplos. Alexandre Tombini argumentou que a revisão do PIB tem acontecido em vários países
Wilson Dias/ABr - 6.5.2013
Exemplos. Alexandre Tombini argumentou que a revisão do PIB tem acontecido em vários países

BRASÍLIA. Depois de ser questionado por senadores sobre a piora nas expectativas de crescimento da economia brasileira, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, argumentou que a revisão de perspectiva de PIB tem ocorrido em vários países. “A revisão tem sido generalizada. Não é fato isolado, não é algo que diz respeito somente ao Brasil”, disse. E completou: “A revisão do crescimento tem sido mais uma norma do que exceção nas principais economias do G20. Se olharmos desde o início do ano, houve dramática revisão de várias perspectivas de crescimento de economias avançadas e emergentes. Algum fator comum deve haver para explicar a direção das revisões que vimos”.

O presidente do Banco Central citou que a zona do euro vem de uma contração da economia em 2013 e esboça crescimento para este ano. “Estamos em processo sujeito a variações e vemos a Europa recorrendo a medidas não convencionais que ainda não havia recorrido, mesmo durante os piores dias de 2011”, disse.

Tombini ainda citou a economia do Japão, que está em período de “expansão de políticas para fazer frente aos desafios econômicos”. Além do país asiático, citou também o México, que fez reformas na economia.

Medidas. O presidente do BC explicou que, as mudanças “macroprudenciais” adotadas pela instituição há duas semanas, são condizentes com um cenário econômico diferente do verificado em 2010, quando as medidas anteriores nesse sentido foram tomadas.

“Nos últimos anos, observamos uma moderação no ritmo de crescimento do crédito, com o aumento do interesse na aquisição de casa própria e a diminuição crédito para consumo. Moderou-se também a expansão do crédito para as empresas”, analisou Tombini. Explicou que o BC optou por aperfeiçoar a “regulação macroprudencial” para adequar a liquidez ao crédito.

‘Brasil está longe de uma estagflação’, diz autoridade BRASÍLIA. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, tentou apresentar um discurso otimista nesta terça durante a audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ele garantiu que o Brasil “está longe de uma estagflação”. Tombini também tentou amenizar o peso de indicadores correntes, a exemplo de dados de inflação mensal e de indicadores antecedentes de crescimento. Ele afirmou que há uma elevada “variância” desses indicadores e que é preciso saber colocá-los em uma perspectiva de médio e longo prazos. Além disso, o presidente do Banco Central reforçou que a confiança continua sendo um problema para a economia brasileira, e na visão dele, é o que falta para os investimentos do setor privado deslancharem.

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