Menino recebe prótese feita por impressão 3D

Estudante criou novidade por US$ 350; tradicional custaria US$ 40 mil

iG Minas Gerais | Da redação |

Assim que recebeu o seu novo braço, Alex, 6, abraçou a mãe
UCF TODAY/DIVULGAÇÃO
Assim que recebeu o seu novo braço, Alex, 6, abraçou a mãe

O menino norte-americano Alex Pring aprendeu o que é abraçar a mãe com os dois bracinhos somente aos 6 anos. Mas isso só foi possível porque ele recebeu uma prótese do membro superior direito construída por uma impressora 3D. Sem condições financeiras para comprar uma prótese tradicional, que pode custar até US$ 40 mil (R$ 91 mil), a mãe do menino, Alyson, contou com a ajuda da E-nable, uma empresa de tecnologia que produz braços e mãos robóticas para crianças.

Sensibilizado com a história do menino, Albert Manero, 21, estudante da Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos, e membro da empresa, decidiu investir na construção de um braço robótico, utilizando uma impressora 3D. Em poucas semanas, o estudante e a sua equipe produziram um braço por apenas US$ 350 (R$ 797).

“Nós perguntamos a eles se poderiam ajudar a colocar uma pequena mão no fim do braço dele. Mas Manero disse: ‘Podemos fazer muito melhor que isso’”, contou a mãe do menino.

Movimento. O membro superior funciona por meio de uma bateria e permite que a criança o mova livremente devido a uma ligação aos músculos.

“O Alex flexiona o músculo e pode usar isso para abrir e fechar a sua mão”, explicou Manero, estudante de engenharia aeroespacial, que teve a ideia de associar a prótese ao músculo da parte de cima do braço do menino. “Pesquisamos uma porção de ideias diferentes”, disse ao site SunSentinel.

O objetivo da equipe é produzir ideias simples e a baixo custo para as famílias. “Nós sentimos que não devemos lucrar em cima da doação de braços para crianças”, afirmou Manero.

Assim que recebeu o seu novo braço, Alex abraçou a mãe. “Quando me abraçou com os dois braços, ele simplesmente não queria sair”, recordou Alyson, segundo o site.

Esforço. De acordo com o SunSentinel, Alex é uma entre as 1.500 crianças que nascem nos Estados Unidos, por ano, sem um dos braços. Até os 6 anos, o menino lidou bem com a ausência do membro superior, mas, à medida que foi crescendo e tornando-se mais ativo, a necessidade de ter uma prótese aumentou.

“Eu me esforçava muito para fazer as coisas como as outras crianças, usando o que tinha, mas estava ficando difícil com o crescimento”, explicou a criança.

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