Refém urbano

iG Minas Gerais |

DANIEL SILVEIRA – 9.10.2009
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Recentemente, tivemos acesso a um artigo escrito pelo consultor em Assuntos Urbanos e Presidente do Conselho de Política Urbana da AC Minas, José Aparecido Ribeiro, no qual relatava, com riqueza de detalhes, o aperto pelo qual passou há pouco tempo, quando sofreu um sequestro-relâmpago. Nas mãos dos bandidos, inteiramente vulnerável, além de rezar para que toda aquela aflição acabasse logo, Aparecido atendeu, à risca, todas as solicitações de seus algozes. Momentos de medo e pavor em que se experimenta o limite de tensão. Uma confusão mental que gere uma informação equivocada de senhas pode determinar um fim trágico para o sequestrado. Não deve ser fácil.  Em seu texto o autor sugere algumas ações preventivas na tentativa de se evitar que o cidadão se veja envolvido em uma situação triste e perigosa como essa. Entre outras dicas, ele recomenda que jamais se permaneça no interior do automóvel, parado, esperando alguém. “Eles aparecem do nada e, de repente, quando você vê, já estão dentro de seu carro, de arma em punho, e passam a dominar a situação”, relata. No final desse sequestro, os prejuízos foram financeiros e psicológicos, José Aparecido manteve a calma, na medida do possível, e os sequestradores cumpriram a parte por eles prometida: apesar de largarem a vítima em local ermo e desconhecido, a integridade física foi garantida.  Contudo nem sempre isso acontece, então nunca é demais alertar, orientar e divulgar algumas atitudes que, se não podem evitar, ajudam a prevenir. Especialistas ensinam como agir ao volante em situações de violência urbana. Segundo eles, uma das situações em que o cidadão fica mais exposto a essa violência é quando está ao volante, “preso” no tráfego quase sempre intenso dos grandes centros. Ali, em seu frágil habitáculo, o motorista é alvo de assaltos em sinais de trânsito, de tiroteios em vias expressas e zonas de conflito e de tentativas de sequestro.  É consenso entre psicólogos e estudiosos do assunto em medos que as reações humanas diante de uma situação extrema são imprevisíveis. Ainda assim, a primeira medida que se deve tomar diante de uma tentativa de assalto, por exemplo, é tentar manter a calma. Mais do que isso, se possível, o ideal é até mesmo conversar com o assaltante e falar para ele tudo o que se vai fazer. Isso porque, em geral, o assaltante também está tenso, muitas vezes drogado, e nunca sabe que tipo de reação vai sofrer. Situação conhecida que explica os crimes no trânsito reside no fato de o motorista se mover ao tirar o cinto de segurança e o assaltante entender que ele vai pegar uma arma. Se ele se assustar, pode atirar. Além de medidas simples, como manter as portas do veículo trancadas e os vidros fechados, um planejamento antes de sair de casa pode ajudar. Entre os principais pontos de abordagens de assaltantes estão os sinais de trânsito. Especialmente nesses locais, é fundamental estar alerta.  Sequestros-relâmpago acontecem com muita frequência quando a pessoa está dentro do carro, parado, como dissemos, ou chegando em casa do trabalho. No caso de haver algum suspeito próximo, é recomendável seguir adiante e só voltar alguns minutos depois. Uma tática que os bandidos frequentemente usam em assaltos e sequestros-relâmpago é bater na traseira do carro da vítima com outro veículo. Se o motorista causador da colisão parecer suspeito, o melhor é não parar. Assaltantes também costumam observar pessoas que saem de bancos depois de efetuarem saques. Eles seguem o carro da vítima de moto e a abordam algumas quadras adiante. Nos dias de hoje, todo cuidado é pouco...

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