Falta apoio privado no esporte

Atualmente, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) tem 99% do seu patrocínio vindo de verba pública

iG Minas Gerais | Gabriela Pedroso |

Daniel Dias é um dos destaques do esporte paralímpico brasileiro
LEFTERIS PITARAKIS
Daniel Dias é um dos destaques do esporte paralímpico brasileiro

Rio de Janeiro. Coragem, determinação, inspiração e igualdade. Esses são os chamados valores paralímpicos e representam exatamente como é fazer o esporte para pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil. Sétimo lugar nos últimos Jogos Paralímpicos em Londres e detentora de 43 medalhas, sendo 21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze, a categoria, a dois anos de um dos eventos esportivos mais importantes do mundo, ainda não conseguiu se tornar “atrativa” para investimentos do setor privado.  

Atualmente, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) tem 99% do seu patrocínio vindo de verba pública. Em evento realizado pelo Comitê Rio 2016, no Rio de Janeiro, o presidente do CPB, Andrew Parson, lamentou o baixo interesse, mas acredita que o bom rendimento nos Jogos do Rio-2016 possa trazer mudanças para essa realidade.

“A falta de investimentos da iniciativa privada (é o ponto fraco). Hoje 99% do nosso financiamento vem de verba pública. A gente tem poucas empresas da iniciativa privada apoiando diretamente o esporte paralímpico. Já tem empresas interessadas, mas a gente não tem dúvidas de que os Jogos vão mudar essa realidade. Esperamos que essa matriz seja futuramente de 50% (privado) a 50% (público)”.

Mesmo com esse “calcanhar de Aquiles”, a meta do comitê paralímpico é chegar ao top 5 oficial do Comitê Olímpico Internacional, baseado não no número geral de medalhas, mas sim tendo como referência as conquistas de ouro.

“A participação brasileira nos Jogos tem curva bastante ascendente desde que começou. Nossa meta não é por número de medalhas, a nossa meta é o quinto lugar por contagem de medalhas de ouro”, destacou Parson. 

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