Suspeita de associação à ditadura pode fazer candidato trocar jingles

Música em questão é "Marcas do que se Foi", da banda Os Incríveis; canção foi usada como propaganda do governo do general Ernesto Geisel (1974-1979)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Por associação à ditadura, candidato do PSDB em Minas cogita trocar jingle
DENILTON DIAS / O TEMPO
Por associação à ditadura, candidato do PSDB em Minas cogita trocar jingle

O candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, disse nesta terça-feira (5) que poderá determinar a mudança de um dos seus jingles de campanha, se ficar comprovado que a música dos anos 1970 que sua equipe de marketing adotou foi usada exclusivamente pela ditadura militar.

A música em questão é "Marcas do que se Foi", da banda Os Incríveis, cuja letra a campanha de Pimenta adaptou para a campanha. A canção foi usada como propaganda do governo do general Ernesto Geisel (1974-1979).

Questionado sobre o uso da canção pela campanha do PSDB e a identificação da música com os governos militares e a ditadura brasileira, Pimenta cogitou rever o uso da canção.

"O que foi informado é que é um jingle que a imprensa da época usou. Se for assim, não tem nenhuma importância. Se tiver qualquer vinculação com o sistema contra o qual eu me opus fortemente à época, evidentemente que mudaremos", afirmou.

O jingle da campanha de Pimenta já virou até tema de crítica na campanha por parte da oposição. Em nota, o PT de Minas disse que o "PSDB mineiro resgata símbolo da ditadura em campanha pelo governo do Estado" e classificou o uso como "grave".

"Alguém que almeja se tornar governador de Minas, a terra que estampa em sua bandeira a liberdade, não pode ser conivente com símbolos da opressão", diz a nota assinada pelo presidente do PT, deputado federal Odair Cunha.

A candidatura do petista Fernando Pimentel, ex-ministro do governo Dilma Rousseff, é a principal concorrente de Pimenta, que defende os quase 12 anos de gestão no Estado do grupo político liderado pelo PSDB.