Procuradoria vai investigar uso de lancha oficial para passeio

O Ministério Público Federal solicitou informações ao ICMBio e ao Ministério da Pesca, dono da lancha cedida em 2010 para o instituto ambiental

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O MPF (Ministério Público Federal) vai investigar o uso de uma lancha oficial para um passeio de servidores federais do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). A Folha de S.Paulo revelou no último sábado (2) que funcionários do órgão foram fotografados utilizando a embarcação, destinada ao patrulhamento ambiental, no arquipélago dos Abrolhos, no sul da Bahia.

As imagens, registradas no domingo anterior, 27 de julho, mostravam um casal em trajes de banho, uma criança e dois homens com camisetas do ICMBio perto da única ilha de Abrolhos aberta a turistas.

Nesta terça-feira (5), a Procuradoria da República na Bahia anunciou a instauração de um inquérito civil para apurar a conduta dos servidores.

O Ministério Público Federal solicitou informações ao ICMBio e ao Ministério da Pesca, dono da lancha cedida em 2010 para o instituto ambiental, sobre as medidas adotadas pelos órgãos para investigar a denúncia de uso indevido do patrimônio público e possíveis sanções disciplinares aplicadas aos responsáveis.

Após a divulgação da reportagem, o ICMBio determinou no sábado (2) o afastamento temporário de três servidores que participaram do passeio: o coordenador regional do órgão em Porto Seguro, Apoena Figueirôa, o coordenador regional substituto, Amarílio Coutinho Fernandes, e Cláudia Reis, mulher de Figueirôa e chefe da Reserva Extrativista do Cassurubá, também administrada pelo instituto.

Na ocasião, o ICMBio informou que abriu investigação interna para determinar se houve uso irregular da lancha e que os funcionários ficarão afastados durante a apuração, que deve ser concluída em até 15 dias.

A reportagem entrou em contato com o ICMBio e o Ministério da Pesca para comentar o inquérito instaurado pela Procuradoria. A pasta da Pesca afirmou que está exigindo a investigação do episódio e que discute a possibilidade de pedir a devolução da lancha se for confirmada alguma irregularidade. O instituto ainda não se manifestou.

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