De surpresa, mãe do menino Joaquim aparece em depoimento de irmão

Segundo o Ministério Público, Natália foi omissa em relação à morte do filho; O principal suspeito da morte de Joaquim é o padrasto Guilherme Raymo Longo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

SP - MORTE JOAQUIM/HOMENAGEM/RESIDÊNCIA - GERAL - Casa onde Joaquim Ponte Marques, de três anos, morava com a mãe o padrasto amanhece cheia de cartazes, ursos e bexigas nesta sexta-feira (15), além de pedidos de justiça para o caso, no bairro Jardim Independência em Ribeirão Preto (SP). O corpo de Joaquim foi encontrado neste domingo, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos. Exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio. A causa da morte ainda não foi confirmada. 15/11/2013 - Foto: ALFREDO RISK/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
ESTADÃO CONTEÚDO
SP - MORTE JOAQUIM/HOMENAGEM/RESIDÊNCIA - GERAL - Casa onde Joaquim Ponte Marques, de três anos, morava com a mãe o padrasto amanhece cheia de cartazes, ursos e bexigas nesta sexta-feira (15), além de pedidos de justiça para o caso, no bairro Jardim Independência em Ribeirão Preto (SP). O corpo de Joaquim foi encontrado neste domingo, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos. Exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio. A causa da morte ainda não foi confirmada. 15/11/2013 - Foto: ALFREDO RISK/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A psicóloga Natália Mingoni Ponte, surpreendeu ao acompanhar o irmão, Alessandro Ponte, durante depoimento prestado por ele na tarde desta terça-feira (5) à Justiça em São Joaquim da Barra (423 km de São Paulo).

É a primeira oitiva no caso que busca os culpados pela morte do menino Joaquim Ponte Marques, 3. A criança foi encontrado morta no rio Pardo, em Barretos (423 km de São Paulo) em novembro do ano passado.

Segundo o Ministério Público, Natália foi omissa em relação à morte do filho. O principal suspeito da morte de Joaquim é o padrasto Guilherme Raymo Longo. Ele está preso na penitenciária 2 de Tremembé (147 km de São Paulo).

Durante o depoimento do irmão, Natália chorou. Segundo o seu advogado, Nathan Castelo Branco, ela se recordou do filho. Ainda de acordo com ele, a presença dela no depoimento do irmão é prática de quem é acusado de um crime.

Castelo Branco afirmou que a mãe de Joaquim deve acompanhar todos os outros depoimentos em sua defesa.

Ao deixar o fórum de São Joaquim da Barra, Natália foi hostilizada por pessoas que a aguardavam do lado de fora. Segundo seu advogado, ela não tem mais medo da reação das pessoas porque a hostilização acontece somente quando a imprensa está reunida.

Natália está morando na cidade desde que conseguiu um habeas corpus em março deste ano. Ela também ficou presa por alguns dias na penitenciária feminina de Tremembé, mas foi solta.

Depoimento

A oitiva foi a primeira de uma maratona de depoimentos que serão colhidos pela Justiça e durou menos de uma hora. A sessão teve início às 14h e terminou por volta das 14h45.

No depoimento, colhido pelo juiz Renê José Abrahão Strang, Alessandro Ponte confirmou o que ele havia dito à Polícia Civil no início de novembro de 2013.

No ano passado, Ponte disse à Polícia Civil que estava na casa de Natália no dia 5 do mês do crime, quando atendeu uma ligação anônima. Neste dia, a família já havia registrado o sumiço de Joaquim.

Do outro lado da linha, uma pessoa teria dito que viu Longo caminhar em direção ao córrego Tanquinho, localizado a 200 metros de sua casa, com o enteado no colo, por volta da 0h. A polícia não identificou o denunciante.

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