General americano é morto em ataque de soldado afegão, diz imprensa

Além do militar americano morto, outros sete americanos, quatro britânicos e um brigadeiro alemão estão entre os feridos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Pelo menos um militar americano foi morto e outros 15 soldados da Otan ficaram feridos nesta terça-feira (5) em Cabul, no Afeganistão, quando um homem vestido com uniforme militar afegão disparou contra a tropa.

Membros do Exército americano informaram às agências de notícias e à imprensa americana que o homem morto era um general, mas o governo americano ainda não comentou sobre a morte.

Caso seja confirmada a informação, este será o militar de patente mais alta morto durante os quase 13 anos de guerra dos Estados Unidos contra o grupo radical Taleban no país asiático.

Segundo o Ministério da Defesa afegão, o atirador estava nas Forças Armadas do país há três anos e era um dos homens que fazia a segurança da Academia de Oficiais do Exército do Afeganistão. O atirador foi abatido logo após o ataque.

Além do militar americano morto, outros sete americanos, quatro britânicos e um brigadeiro alemão estão entre os feridos. O Exército germânico informou que o militar do país não corre risco de morte. Outros três militares afegãos foram baleados.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, chamou a ação de covarde. "É um ato dos inimigos que não querem ver que o Afeganistão possui instituições sólidas", disse.

A Otan abriu investigação sobre o ataque, que provocou tensão nas tropas. A agência de notícias Associated Press afirma que teve um dos carros atingidos por tiros disparados por um soldado afegão. Ninguém ficou ferido.

O incidente ocorrido na academia militar é mais um ataque de soldados afegãos que disparam contra os colegas de tropa e contra membros das forças da Otan. Desde 2012, 69 militares da coalizão militar foram mortos em 48 ataques do tipo.

A maioria dessas ações é reivindicada pelo Taleban. Outros são atribuídos a disputas pessoais ou rancor dos afegãos em relação à ocupação da aliança ocidental.

As ações acontecem em meio ao aumento da preocupação com a segurança afegã às vésperas da retirada das tropas da Otan. O presidente dos EUA, Barack Obama, afirma que os soldados devem começar a deixar o país em dezembro.

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