Estudante de medicina é morta a facadas dentro de casa em Montes Claros

Principal suspeito é o namorado da jovem; ele está detido na delegacia de plantão de Montes Claros

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

Foto do perfil de Facebook de Sara Teixeira
Reprodução/Facebook
Foto do perfil de Facebook de Sara Teixeira

Uma estudante de medicina foi morta a facadas na manhã desta terça-feira (5), dentro do apartamento dela, em Montes Claros, no Norte do Estado. O principal suspeito é o ex-namorado da jovem, de 28 anos, que está detido na delegacia de plantão da cidade. Sara Teixeira de Souza, de 35 anos, foi morta com sete golpes de faca, no bairro Ibituruna, considerado de classe média alta. Segundo a PM, a jovem morava sozinha e estava no sexto período do curso de medicina na Faculdade Pitágoras, que fica em frente ao apartamento onde o crime aconteceu.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, que trabalha como vendedor, foi detido poucas horas após o homicídio, na rodoviária de Montes Claros, no bairro Cidade Nova, mas negou que estivesse fugindo. Na delegacia, ele confessou que esfaqueou a vítima depois de uma discussão, porque teria visto a estudante com outro homem, mas essa informação não foi confirmada. O suspeito disse também que estava sob o efeito de entorpecentes e remédios de uso controlado e que não lembra detalhes do que fez. A perícia esteve no apartamento de Sara e recolheu a faca usada no crime.

O delegado que está com o caso, Bruno Silveira de Faria, constatou que havia uma medida protetiva pedida pela vítima contra o suspeito, desde fevereiro deste ano. Ele aguarda a chegada do Boletim de Ocorrência da Polícia Militar para fazer o flagrante do suspeito. Ele deve ser autuado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por não oferecer resistência à vítima (que não teve como se proteger).

"Logo de manhã ele passou sujo de sangue na rua Elvira Durães, no bairro Vila Guilhermina, sentido rodoviária", disse um morador do bairro à reportagem de O TEMPO. Segundo ele, os vizinhos do bairro desconfiaram e chamaram a polícia. "A PM disse que ele tinha assassinado uma pessoa e que já estavam atrás dele", contou.

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