Quadrilha é denunciada pelo MPF

Grupo enviava dinheiro ao exterior

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

MPF denunciou seis pessoas que integravam esquema de fraude
DANIEL IGLESIAS/O TEMPO
MPF denunciou seis pessoas que integravam esquema de fraude

O Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte denunciou seis pessoas por crimes contra o sistema financeiro praticados por meio da remessa ilegal de divisas para o exterior. Os acusados são os empresários Antônio Lopes do Nascimento Filho, Fernando César Rocha Pereira, Cláudio Rocha Pereira, Iracy Antunes Parreiras e Laércio Ribeiro da Silva, além do bancário Carlos Freire Gomes Novaes.

Segundo a denúncia, a atuação da quadrilha foi descoberta durante a Operação Cuervo, destinada a desvendar crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. As ligações entre o traficante Luís Enrique Puentes Yustes e Antônio Lopes do Nascimento Filho foram descobertas e acabaram dando origem a outro inquérito: a Operação Sangria.

As provas apontaram que as atividades ilegais realizavam-se por meio de simples câmbio manual ou por remessas internacionais, inclusive utilizando empresas situadas em paraísos fiscais. Os recursos movimentados superaram a ordem de centenas de milhões de dólares: houve caso, por exemplo, de uma remessa superior a US$ 70 milhões por uma única cliente.

A denúncia relata que empresários de Belo Horizonte e até de outros Estados brasileiros figuravam como “clientes” da organização criminosa liderada por Antônio Nascimento. O relacionamento se dava, na maioria das vezes, no ambiente virtual: as conversas e tratativas eram feitas através da internet, por chamadas via Skype ou por e-mails.

CRIMES. Todos os denunciados foram acusados pelos crimes de formação de quadrilha, operação não autorizada de instituição financeira e operação ilegal de câmbio para promover evasão de divisas. Iracy Parreiras ainda responderá pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Quem é quem Antônio Nascimento. Organizava e coordenava a atuação do grupo. Fernando Pereira. Responsável por angariar contas bancárias de “laranjas”. Cláudio Pereira. Auxiliar direto de Fernando. Carlos Gomes Novaes. Gerente de banco privado, captava de clientes para a organização. Iracy Parreiras. Fazia as operações. Laércio Ribeiro da Silva. Era o braço da organização criminosa no exterior.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave