Luíz Filíp, o violino e Beethoven

Orquestra recebe dois convidados em apresentação de hoje

iG Minas Gerais | gustavo rocha |

Violonista da Filarmônica de Berlim, Luíz Filíp, é uma das atrações
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Violonista da Filarmônica de Berlim, Luíz Filíp, é uma das atrações

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais celebra em concerto hoje obras de Mozart, Beethoven e Tippet – esse último terá sua Sinfonia número 2 tocada pela primeira vez. A apresentação será no Grande Teatro do Palácio das Artes.

A orquestra receberá dois convidados: o regente Celso Antunes e o violinista Luíz Filíp, integrante da Filarmônica de Berlim, que interpretará Concerto para Violino número 3 de Beethoven.

A história dos dois e de Luíz é antiga. “Eu conheço o Celso desde que eu era criança e tocava na Camerata Fukuda, da qual ele fazia parte”, lembra o músico. “Eu toquei esse Concerto número 3 de Beethoven com 11 anos de idade. Ele compôs vários concertos para violino. Todos quando ele era muito jovem”, completa.

O paulistano Luíz conseguiu chegar ao topo do que um músico clássico profissional pode desejar em sua carreira: tocar na Filarmônica de Berlim, talvez a orquestra mais renomada em todo mundo. “São os melhores músicos e regentes”, ressalta.

Há 13 anos Luíz reside na capital alemã e, segundo ele, sua ida para a cidade foi completamente por acaso. “Eu tinha uma irmã que morava lá. Eu já fazia faculdade de música e fui visitá-la. Ela me apresentou a um professor da universidade que me ouviu tocar e me disse que eu não poderia nem pensar em voltar para o Brasil, porque eu estaria perdendo tempo”, revela ele. Dois meses depois, de malas prontas e com uma bolsa de estudos, Luíz partiu para Berlim, de onde nunca mais voltaria e, aparentemente – após entrar na concorrida filarmônica berlinense – é improvável que volte tão cedo.

“Eu passei por um processo de seleção em que mil pessoas disputavam uma vaga. E lá os músicos da orquestra mesmo votam naquele que eles gostariam que entrasse. Eu fui escolhido por todos eles. Cerca de 80, 90 pessoas. Foi a primeira vez que um músico foi escolhido por unanimidade na Filarmônica de Berlim”, se enche de orgulho o violinista de 29 anos de idade.

Ainda que estabelecido e bem-sucedido fora do Brasil, Luíz revela sentir falta e gostar de voltar ao país. “Eu considero fundamental vir aqui. Eu sempre vim visitar, sem ser para tocar. Agora, que entrei na Filarmônica de lá, eu tenho mais convites para tocar no Brasil. Então, eu posso vir a trabalho. É um prazer porque eu consigo encontrar músicos que conheci quando eu era jovem, estudante e tenho a chance de tocar com eles.”

Agenda

O quê. Filarmônica de Minas Gerais, série Vivace

Quando. Hoje, às 20h30

Onde. Grande Teatro Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, centro)

Quanto. Entre R$ 70 e R$ 36 (inteira)

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