CPI para apurar queda de viaduto precisa de seis assinaturas

Vereador da base acredita que fato deve ser apurado com muito zelo e que alguns políticos possam tentar se aproveitar da tragédia como palanque nas próximas eleições

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

UARLEN VALÉRIO/O TEMPO
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A segunda reunião plenária de agosto, realizada nesta segunda-feira (4), na Câmara Municipal, foi marcada pela tentativa de implantar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com objetivo de apurar os motivos que provocaram a queda do viaduto dos Guararapes, no dia 3 de julho deste ano.

Conforme informações da assessoria de imprensa da casa, apenas oito dos 41 parlamentares assinaram o documento para a criação da CPI. Para que a Comissão seja instaurada é necessário 14 assinaturas. O dificultado na história é que de todos os vereadores da Câmara Municipal de Belo Horizonte a maioria são da base e a CPI é um pedido da oposição.

Mas para o vereador Pedro Patrus, essa medida de recolher assinaturas e tentar averiguar o que teria motivado a queda da estrutura, que estava em construção na avenida Pedro I, no bairro São João Batista, não tem relação com as eleições de outubro. “Nós chamamos todos os colegas para que façamos um pacto pela cidade. E fizemos esse pedido deixando claro que não é uma CPI “eleitoreira” e nem contra a prefeitura. Mas, sim que a Câmara poça dar a resposta que a população espera e realizar o seu trabalho”, explicou.

O pedido para a implantação do Comissão aconteceu antes do recesso de julho dos parlamentares, no entanto, Patrus, afirma que continuou trabalhando para tentar prosseguir com a apuração. “Eu e o vereador Arnaldo Godoy até o secretário de obras da Prefeitura de Belo Horizonte durante o recesso para tentar esclarecer o que aconteceu. No entanto sem a CPI fica difícil conseguirmos acesso aos documentos necessários”, finalizou.

O vereador Sérgio Fernando, que faz parte da base do governo, afirma não ser contra a apuração do ocorrido, porém, ele espera que a tragédia seja analisada com muito zelo e cautela. O parlamentar ressaltou que a câmara precisa sim analisar, discutir e debater e aprofundar na sua função, mas, acredita que uma CPI é algo precipitado. "No primeiro momento a implantação de uma Comissão, sem a conclusão do laudo técnico da polícia é algo precipitado. Porque só o laudo dará condições à câmara e a prefeitura analisar analisar o ocorrido", declara.

Outro medo do vereador é de que o desabamento seja usado para questões eleitoreiras. "Outro ponto que me deixa com medo é que algum candidato venha à usar essa fatalidade, onde duas pessoas perderam a vida, como palanque político durante às eleições" encerra o vereador. 

 

 

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