Lesão de Paul George reacende polêmica sobre atletas da NBA

Donos de franquias e NBA travam queda de braço sobre a participação de jogadores da liga norte-americana em competições da FIBA, e também pelo Comitê Olímpico Internacional

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Jogadores norte-americanos se unem após lesão de Paul George em amistoso preparatório para o Mundial
DUKEBASKETBALL/REPORT/REPRODUÇÃO
Jogadores norte-americanos se unem após lesão de Paul George em amistoso preparatório para o Mundial

A lesão sofrida pelo ala-armador Paul George durante um amistoso preparatório dos EUA para a Copa do Mundo de basquete, na última sexta-feira, reacendeu o debate sobre a participação de jogadores da NBA em competições organizadas pela FIBA, e também pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). De um lado, Adam Silver, comissário da liga norte-americana, mantém o posicionamento de que a presença dos atletas é importante para a expansão da marca NBA pelo mundo. No entanto, do outro lado, os proprietários de equipes prometem fazer pressão para que os jogadores não sejam mais convocados.

Paul George, que é uma das estrelas do Indiana Pacers, fraturou a tíbia e a fíbula da perna direita após se chocar com a base da tabela. O jogador precisou ser submetido a uma cirurgia para reconstrução do local afetado e deverá perder além da Copa do Mundo, toda a temporada 2014-2015 da NBA.

“Sem dúvida, o basquete cresceu muito desde 1992, quando os jogadores da NBA iniciaram sua participação nos Jogos Olímpicos. É importante que vários dos nossos jogadores cresçam em habilidade, liderança e paixão pelo jogo atuando por seus países. Lesões podem acontecem em qualquer lugar, a qualquer hora”, afirmou Adam Silver, em comunicado oficial emitido pela NBA.

Conhecido por suas declarações polêmicas, Mark Cuban, dono do Dallas Mavericks, teceu duras críticas a FIBA e ao COI.  “A maior piada de todas é o Comitê Olímpico convencer o mundo que a Olimpíada se resume a patriotismo e nacionalismo ao invés de dinheiro. Os jogadores e donos de equipes deveriam criar juntos uma Copa do Mundo de Basquete”, declarou Cuban, em entrevista a ESPN norte-americana.

Reuniões à vista. O tema deverá ser discutido no próximo encontro de governadores da NBA, marcado para o mês de outubro. Vale lembrar que Silver, antes dos Jogos Olímpicos de Londres, propôs que o torneio de basquete fosse disputado no mesmo formato do campeonato de futebol, ou seja, limitado a jogadores Sub-23.  A polêmica deverá ganhar novos desdobramentos. Vale lembrar, por exemplo, que o San Antonio Spurs proibiu que Manu Ginobili disputasse a Copa do Mundo de basquete. O argentino estaria com uma microfratura na perna e a franquia não quis correr riscos.

Voltando ao topo. Desde os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a USA Basketball, federação norte-americana da modalidade, vem comandando um trabalho de reestruturação da equipe nacional. A seleção vinha sofrendo com resultados catastróficos nos Jogos de Atenas, além de derrotas inesperadas no Mundial de Basquete dos Estados Unidos, em 2002, e Japão, em 2006.

Sob o comando de Mike Krzyzewski, um dos mais experientes treinadores do basquete universitário norte-americano, os Estados Unidos logo colheram os frutos do trabalho, conquistando a medalha de ouro em Pequim e Londres, além do Campeonato Mundial na Turquia, em 2010. Em comunicado oficial, Larry Bird, presidente de operações do Indiana Pacers, lamentou a lesão de George, mas deixou claro o posicionamento da franquia em relação à liberação de atletas para as competições internacionais. Larry, inclusive, fez parte do 'Dream Team' original, campeão olímpico em Barcelona-1992.

“Nós continuamos apoiando a USA Basketball e acreditamos nos objetivos da NBA de expansão do nosso jogo, de nossos times e jogadores. O que aconteceu foi uma fatalidade, que pode ocorrer a qualquer hora”, escreveu Bird.

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