Para diminuir rejeição, Dilma e Lula intensificam campanha em SP

O ex-presidente também retomou as conversas com o núcleo de campanha de Dilma e acertou que, num primeiro momento, deve evitar palanques polêmicos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Numa tentativa de reverter a alta rejeição do PT em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem intensificar ações de campanha no Estado nesta semana de olho no voto dos sindicalistas, tradicional eleitorado do partido.

O ex-presidente também retomou as conversas com o núcleo de campanha de Dilma e acertou que, num primeiro momento, deve evitar palanques polêmicos, como o Rio de Janeiro, e focar seus atos no Nordeste.

Em São Paulo, o ponto alto será uma caminhada no sábado (9), em Osasco, um dos principais redutos do PT no Estado. Os dois estarão acompanhados do candidato do partido ao governo, Alexandre Padilha.

Candidata à reeleição, Dilma e Lula são esperados quinta-feira (7) em um evento com representantes de todas as centrais sindicais no estádio do Canindé, em São Paulo.

Dilma desembarcou na manhã desta segunda (4) na periferia de Guarulhos (SP) para visitar uma Unidade Básica de Saúde e promover o programa Mais Médicos.

Apesar de ter entrado na agenda de Dilma como presidente, a ida ao posto de saúde faz parte de uma estratégia da campanha. Hoje o telejornal "Jornal Nacional", da Globo, começará a mostrar o dia a dia dos candidatos. Dessa forma, Dilma entrará no noticiário mostrando uma de suas maiores bandeiras de governo.

Na semana passada, em seu primeiro ato de campanha no Estado, Dilma recebeu o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores) para um novo mandato e aproveitou para alfinetar seu principal adversário Aécio Neves (PSDB) afirmando que não vai flexibilizar as regras trabalhistas. Por lá, ela se encontrou com Padilha. Dilma ainda não havia participado de nenhum compromisso ao lado do candidato ao governo paulista -inclusive não foi ao lançamento de sua campanha, em junho, e irritou a cúpula do PT paulista.

Além dos dois compromissos com Dilma, Lula deve levar Padilha nesta terça-feira (5) para uma visita na porta de fábrica em São Bernardo do Campo, que deve contar com um comício.

No início de sua carreira como líder sindical que o levou à política, Lula presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e ganhou fama com discursos na porta de uma fábrica.

Além de tentar diminuir a reeleição de Dilma, que chega a 47%% em São Paulo, o aumento da exposição no Estado tenta dar fôlego à candidatura de Padilha, que tem 4% das intenções de voto segundo Datafolha.

Em outra frente, o vice-presidente, Michel Temer, candidato na chapa de Dilma, deve conversar na quinta-feira (7) com o candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Paulo Skaf (PMDB), para assegurar um segundo palanque para a petista. A principal preocupação do Planalto é com o tempo de televisão de Skaf, mais de 5 minutos, o maior entre os candidatos.

O Planalto avalia que a rejeição de Skaf a Dilma tem potencial para aumentar o desgaste da presidente no Estado, maior colégio eleitoral do país.

CONVERSA

O ex-presidente conversou nesta segunda com o presidente do PT, Rui Falcão, para definir uma agenda. Ele tem reclamado a aliados que a sucessora tem dado pouca atenção a suas sugestões sobre os rumos da campanha e que perdeu espaço na definição da estratégia adotada pela petista.

Segundo relatos, Lula e Falcão acertaram que vão evitar palanques com divergências entres os aliados na primeira fase da campanha e buscar os votos do Nordeste.

No Rio, quatro aliados petista disputam o governo do Estado: Anthony Garotinho (PR), Marcelo Crivella (PRB), Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Lindbergh Farias (PT).

Lindberg chegou a fazer críticas públicas ao que chamou de "vinculação excessiva" entre a campanha de Dilma e o governador.

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