Inglesa atende ao pedido do filho doente e mata-o

"Foi uma decisão muito rápida usar o travesseiro", disse Heather Pratten, em vídeo de campanha que apoia a eutanásia

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Heather Pratten, de 76 anos, matou o próprio filho
Reprodução/Youtube
Heather Pratten, de 76 anos, matou o próprio filho

Na ordem natural das coisas, a vida é ciclo em que as pessoas têm filhos, envelhecem e morrem. Em alguns casos, essa ordem acaba se invertendo. Nem todas as pessoas podem cumprir todas essas etapas. Algumas mães, ao em vez de descansarem em suas cadeiras de balanço, observando a correria dos netos na varanda, precisam mesmo continuar com os cuidados atentos para com os filhos debilitados, por conta de alguma doença.

No caso de Heather Pratten, a história foi semelhante à essa. Com seus 76 anos, a senhora escutou seu filho pedir para morrer. Diante do sofrimento Nigel Goodman, de 46 anos, vítima de um distúrbio neurológico que causa a falta de coordenação e afeta várias habilidades mentais conhecido como Doença de Huntington, ela tomou a decisão de matá-lo com as próprias mãos. E, agora, precisa responder à Justiça, pelo assassinato do filho, tendo que cumprir pena de 14 anos.

Ela defendeu seu ato como uma demonstração de amor incondicional. Alguns meses depois da morte de Nigel, Heather está organizando a campanha "Dignidade na Morte" que tem o objetivo de tornar a eutanásia um processo dentro da lei, permitindo que doentes em fase terminal possam optar ou não por morrer. Segundo ela, as pessoas devem falar mais sobre isso sem ter receios. Heather Pratten deu seu depoimento em um vídeo da campanha.

Segundo Pratten, ela e o filho fizeram um combinado e ficou decidido de que a mãe aplicaria uma alta dose de heroína. Quando percebeu que mesmo após a injeção, Nigel ainda estava vivo, a senhora achou uma forma de resolver a situação que já se prolongava havia oito anos."Foi uma decisão muito rápida usar o travesseiro", afirmou. Após ter certeza que o filho estava morto, ela ligou para a polícia e disse que ele tinha sofrido uma overdose. Houve uma investigação e Heather Pratten acabou se declarando culpada pela morte de Nigel Goodman e sendo condenada. "Eu havia cometido, era mesmo culpada", disse ela em vídeo da campanha Dignidade na Morte, grupo que apoia a eutanásia.

No vídeo, ela relembra ainda o dia em que o filho pediu para morrer. "Tirei Nigel do hospital por causa do aniversário dele e o levei para o apartamento onde ele morava. Éramos apenas nós dois. Fiquei preocupada que alguém percebesse, mas Nigel me implorou para não deixar que o ressuscitassem", contou.

No site da campanha 'Dignidade na Morte', existem  explicações sobre o projeto de lei e um abaixo assinado para aqueles que quiserem participar. 

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