Em clima de otimismo, Comitê Rio 2016 inaugura ciclo pré-olímpico

Apesar dos problemas com os atrasos nas obras para receber o evento, organizadores alinharam o discurso de que tudo vai dar certo

iG Minas Gerais | GABRIELA PEDROSO |

Rio de Janeiro. Otimismo, promessas de legados e a chance de mostrar para o mundo que o Brasil é capaz, mais uma vez, de organizar um dos eventos mais assistidos no planeta. Com esse espírito, foi aberto, nesta segunda-feira, o evento realizado pelo Comitê Rio 2016, que inaugura oficialmente um marco do período pré-olímpico dos Jogos que serão realizados no Brasil. Apesar das preocupações e do clima de desconfiança nos níveis externo e interno sobre a preparação do país, membros dos comitês olímpicos internacional e brasileiro adotaram uma postura bem diplomática e foram unânimes no discurso de que vai dar certo.

Acionado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) há alguns meses para participar do processo de intervenção da entidade na preparação do Rio de Janeiro para os Jogos em função dos atrasos nas obras, o diretor-executivo de Jogos Olímpicos do COI, Gilbert Felli, mostrou desta vez uma confiança do comitê e afirmou que o Brasil estará pronto.

“Sim, sim (vão conseguir). Vocês conseguirão e digo isso porque trabalhamos para ver como estamos em termos de entrega e monitoramos os novos hotéis. Isso nos dá a segurança de dizer que vamos conseguir. Sim”, garantiu o dirigente, que tem assessorado diretamente o município no sentido de assegurar o sucesso dos jogos.

“Esses dois anos são um marco, são os mais difíceis porque as pessoas começam a observar se as construções vão ficar prontas. As pessoas começam a se questionar como o carro vai chegar do outro lado da cidade e as explicações não são muito claras. Depois têm os eventos-testes, e você começa a enfrentar estes questionamentos”.

Já o presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Nuzman, chamou a atenção sobre a importância da união de todas as esferas do governo para que o país esteja pronto no prazo. “O pronome é 'nós', não 'eu'. O 'eu' é uma deformação. Então é 'nós', governos municipal, estadual, federal e o Comitê Olímpico. Vamos juntar esses esforços de trabalhar juntos. Cada um tem uma parte nisso tudo e quer construir o melhor para si. Queremos apresentar jogos memoráveis”, destacou.

Membro honorário do COI, Richard Kevan Gosper, reforçou o “coro” e esclareceu que, apesar do sentimento de desconfiança dos brasileiros em relação aos Jogos, o comitê internacional está bastante confiante no trabalho que tem sido feito.

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