“Falta decência e eficiência”

Aécio Neves critica política econômica do governo federal e nega haver pessimismo da oposição

iG Minas Gerais |

Caminhada. Marina Silva fez campanha ao lado da deputada federal Luiza Erundina
Facebook/Reprodução
Caminhada. Marina Silva fez campanha ao lado da deputada federal Luiza Erundina

São José dos Campos. O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, rebateu, neste domingo, a estratégia que vem sendo utilizada pela presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) de taxar a oposição de pessimista. Após caminhada no centro de São José dos Campos, Aécio disse que pessoalmente é otimista com relação à potencialidade do país e em resgatar a capacidade de crescimento da economia e do desenvolvimento da sociedade brasileira. “Contudo, a incapacidade do atual governo para sinalizar um cenário melhor para o futuro é a razão do pessimismo não apenas da oposição, mas dos empresários e de vários setores da economia, basta olhar os índices da FGV”, disse o tucano.

Segundo o tucano, o discurso da oposição não pode ser classificado de pessimista, simplesmente porque reflete, no seu entender, a realidade que o país vive atualmente. “O governo petista fracassou na gestão do Estado, o Brasil é hoje um cemitério de obras paradas e eles (PT) fracassaram não apenas na economia, mas na educação, saúde e outras áreas essenciais. Vivemos um quadro de estagnação e crescimento econômico pífio. Além disso, falta decência, eficiência e ousadia aos inquilinos que estão hoje no poder”, argumentou.

Para o candidato do PSDB, “o atual governo, pela incapacidade gerencial, pela incompreensão da verdade do mundo, pelo aparelhamento absurdo da máquina pública, permitiu que o Brasil viva hoje um cenário preocupante, que se reflete nos investimentos”.

Segundo Aécio, sua eventual vitória nas urnas vai criar um ambiente adequado, com regras claras, marcos regulatórios compreensíveis e simplificação do sistema tributário para que o país possa retomar um ciclo de crescimento sustentável por um longo período. “Cada vez mais eu me convenço de que isso é possível.”

Aécio visitou nesse domingo o Mercado Municipal da cidade, situada no Vale do Paraíba, ao lado de correligionários tucanos, como o governador, Geraldo Alckmin, o candidato ao Senado José Serra e o vice em sua chapa, senador Aloysio Nunes. No mercadão, o presidenciável tucano comeu pastel e um pão de queijo. Indagado sobre a qualidade da iguaria mineira, disse que estava muito bom, “no padrão mineiro”. Cerca de cem pessoas participaram da visita, que durou meia hora.

Resposta

Explicação. Em nota, a Secretaria de Relações Institucionais, comandada pelo ministro Ricardo Berzoini, afirma que “não elaborou perguntas para uso dos senadores” que integram a CPI da Petrobras.

Negativa. A nota traz a informação de que o assessor especial Paulo Argenta garantiu que jamais preparou as questões que foram antecipadas aos diretores da estatal que prestaram depoimento na CPI.

Aliados podem tirar relatoria de petista para proteger Dilma BRASÍLIA. O Palácio do Planalto e o comando da campanha de Dilma Rousseff à reeleição montaram, neste domingo, uma estratégia para descolar a presidente da tentativa da oposição de associá-la à possibilidade de fraude na CPI da Petrobras. A denúncia de que depoentes da CPI receberam com antecedência as perguntas foi desqualificada pelo Planalto, mas integrantes de partidos da base aliada admitiram que a situação pode levar à destituição do senador José Pimentel (PT-CE) do cargo de relator da CPI. A Secretaria de Relações Institucionais, comandada por Ricardo Berzoini, divulgou uma nota para negar as informações, publicadas pela revista “Veja” de que Paulo Argenta, assessor especial do ministério, teria sido um dos responsáveis pela fraude.

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