Em rota oposta, Praia cresce

Time de Uberlândia conta com apoio do Banana Boat e já é um dos principais do cenário nacional

iG Minas Gerais | Gabriela Pedroso |

Identificação. Equipe do Banana Boat-Praia Clube tem grande um apoio de seu patrocinador, mas também conta com a fiel torcida da cidade de Uberlândia
havar comunicação/divulgação
Identificação. Equipe do Banana Boat-Praia Clube tem grande um apoio de seu patrocinador, mas também conta com a fiel torcida da cidade de Uberlândia

O que se pode esperar de uma iniciativa quando se reúne trabalho árduo, planejamento e, principalmente, a vontade de deixar um legado? O Banana Boat­Praia Clube, de Uberlândia, apostou nesta trinca e, hoje, seis temporadas seguidas disputando a Superliga feminina de vôlei, pode se orgulhar de ter um dos projetos mais consistentes do voleibol brasileiro nos últimos anos.  

Sem querer “abraçar o mundo”, o time mineiro optou pela estratégia de estabelecer metas realistas e, passo a passo, bem típico do “desconfiado jeitinho” mineiro, ganhou espaço.

De um mero coadjuvante em sua estreia na edição 2008/2009 do Nacional, o Praia Clube chega à sua segunda temporada seguida entre os favoritos na Superliga. Prova de que paciência, estudo e uma boa gestão são tão essenciais quanto o apoio de um grande patrocinador.

“O sucesso da equipe se dá pelo nosso trabalho. Começamos com um projeto, há sete anos, bem pequeno, com os pés no chão. Fomos melhorando gradativamente, e a cada final de temporada, sentávamos com nosso patrocinador e a diretoria; sempre foi um projeto de pessoas sérias, comprometidas com objetivos”, revela o coordenador de vôlei do Praia Clube, Bruno Vilela.

O título nacional ainda não veio, mas os resultados do time do Triângulo Mineiro mostram que ele está no caminho certo. A cada ano, o Praia tem subido um degrau em busca do seu objetivo. Nas duas últimas edições da Superliga, a equipe terminou em quinto lugar, a dois passos da grande final. Diante dos resultados e da cultura brasileira, muitos patrocinadores poderiam ter pulado fora, mas não foi o caso do Banana Boat. Grande aliada, a empresa está junto do time desde 2009.

Diretor de esportes do Praia, Celson de Castro avalia que esse sólido patrocínio dá ao clube condições de planejar, o que é primordial na hora de formar uma equipe. “Desde o início do projeto até hoje, tivemos um crescimento da verba de patrocínio”, afirma Castro.

E com a evolução dos rendimentos, melhoraram também os reforços. Para esta temporada, sete jogadoras de peso – praticamente um elenco inteiro –, além do experiente técnico Ricardo Picinin, foram contratadas: as ponteiras Ju Costa, Sassá, campeã olímpica, e a norte­americana Bailey Webster; as opostas Tandara e Daymí Ramírez (cubana); a central Natasha e a experiente levantadora Karine.

O grupo ainda mais qualificado do que o de anos anteriores, no entanto, não muda a filosofia do Praia Clube. “O objetivo de qualquer time que entra em uma competição, claro, é ser campeão, e não somos diferentes. Mas temos consciência de que temos de conseguir gradativamente esse sucesso”, destaca Bruno Vilela.

Parceria brilhante Segredo. Para o consultor de marketing esportivo Amir Somoggi, uma das explicações para a longevidade da parceria entre Praia Clube e Banana Boat pode estar na relação simbólica entre as duas marcas. Segundo o especialista, a conexão existente entre o mercado do Banana Boat – que envolve o segmento de protetor solar – com a imagem do clube – que leva o nome de Praia – pode funcionar bem.

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