Atlético supera vaias e conta com a sorte para vencer o Furacão

Quando parecia que o time voltaria ao velhos tempos, o Atlético complicou o que parecia fácil , mas foi beneficiado por dois gols-contra e triunfou

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Esportes - Belo Horizonte, Mg. Campeonato Brasileiro. Atletico-MG e Atletico-PR no Estadio Independencia. Jogo valido pela 13 rodada do Brasileiro. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 3.8.14  FOTO COMEMORACAO LEONARDO SILVA
LEO FONTES / O TEMPO
Esportes - Belo Horizonte, Mg. Campeonato Brasileiro. Atletico-MG e Atletico-PR no Estadio Independencia. Jogo valido pela 13 rodada do Brasileiro. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 3.8.14 FOTO COMEMORACAO LEONARDO SILVA

No primeiro jogo da era pós-Ronaldinho, o torcedor já tem uma certeza. Esse time do Galo não vai mudar. Emoções e de situações improváveis farão parte de suas sagas. Na noite deste domingo, quando parecia que o time voltaria ao velhos tempos de auge no Horto, o Atlético complicou o que parecia fácil e, precisou contar com a sorte de dois gols contras para superar o Atlético-PR por 3 a 1.

“A gente fez um excelente primeiro tempo, apavorou no segundo, mas acabou dando sorte, Futebol é assim”, ressumiu bem o atacante Jô no fim da partida. O Galo termina a rodada em 11º lugar, com 18 pontos, mas com a oportunidade de dar um salto para os primeiros lugares com o jogo adiado diante do Chapecoense, na quarta-feira.

Neste domingo, de antemão, o jogo já começou regado a pitadas vingativas, afinal, o Furacão foi o primeiro time a Galo no novo Horto, ano passado. Em campo, no entanto, só a camisa rubro-negra, porque os jogadores eram praticamente todos diferentes.

O Galo implatou sua blitz e acurralou o adversário. Antes de abrir o placar, o volante Deivid evitaria o gol alvinegro tirando sobre a linha. Depois, Maicosuel perderia uma, duas, três grandes chances. A última, aliás, carimbou o travessão.

No viés técnico-tático, Tardelli se destacava pela vontade, chamando a responsabilidade de criar e servir. Institivamente, parecia que o camisa 9 brigava com Guilherme pela função que era de Ronaldinho. Os dois, inclusive, revesavam nas as faltas.

No lado paranaense, a postura de surpreender em contra-golpes era clara. Só que, mais e mais, a pressão do Galo não dava trégua. A fechada defesa do Atlético-PR só foi vencida na já famosa cobrança lateral de Marcos Rocha. Ele achou Leonardo Silva, que tocou de cabeça para as redes.

Na segunda etapa, o Atlético brecou a intenidade. Sem muita pretenção, o Furacão achou um chute de fora da área e Victor. Pronto. O que parecia um jogo controvado, virou mais uma página de drama. Jô não estava em noite feliz. Emerson Conceição, criticado desde que chegou, colecionava novas vaias.

Levir tentou dar novo ânimo ao time colocando Luan e Dátolo, mas nada de Emerson Conceição sair, para ira do torcedor. Guilherme e Jô foram os sacados. O time não respondia muito às alterações. Eis então que o talismã alvinegro precisou gastar suas doses de encanto. Ele cruzou e o zagueiro Léo Pereira marcou contra. Um pouco mais tarde, nova infelicidade paranaense. Deivid desviou para a própria meta.