Parada Gay chama a atenção para lutas da comunidade

"Queremos chamar a atenção para a saúde integral do público homo e trans", explica Thalles Rocha, membro do Cellos

iG Minas Gerais | Barbara França |

Cidades - Contagem, Mg. 10 Parada do Orgulho LGBT de Contagem. Na foto: Victoria Aline Figueiredo e Natasha Bruna Bruna Goncalves (loira) e Maicon Barbosa (22), (com asas). Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 3.8.14
LEO FONTES / O TEMPO
Cidades - Contagem, Mg. 10 Parada do Orgulho LGBT de Contagem. Na foto: Victoria Aline Figueiredo e Natasha Bruna Bruna Goncalves (loira) e Maicon Barbosa (22), (com asas). Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 3.8.14
Não havia chovido, e, no entanto, um arco-íris tomou conta da praça do Iria Diniz em Contagem na tarde deste domingo (3). Em sua 10ª edição, a Parada do Orgulho LGBT reivindicava "Respeito, acolhimento e prevenção: saúde é vida e um direito humano". "Queremos chamar a atenção para a saúde integral do público homo e trans, mostrando que a discussão não envolve só DST's, AIDS", comenta Thalles Rocha, membro do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (CELLOS Contagem) e um dos organizadores do evento. Segundo ele, falta capacitação do profissional da área de saúde para lidar com as questões LGBT, como a ingestão de hormônios, por exemplo, aos quais muitos se submetem e que deve receber um acompanhamento adequado. "Hoje é um dia de celebração, de visibilidade, de fazer política com o corpo, mas a luta não se restringe à festa, fizemos várias atividades educativas ligadas ao tema ao longo da semana, como discussões, mostra de filmes", conta. Com asas de um prata relusente, Maicon Barbosa, 22, queria mesmo passar uma mensagem. Através da indumentária, ele pedia paz. "Além do heterossexual em relação ao homossexual, dentro do mundo gay também há muito preconceito. Estou vestido de anjo porque é uma figura que relaciona à paz", explica o fisioterapeuta que, em sua primeira experiência na Parada de Contagem, queria se divertir. A animação e o clima de harmonia, aliás, foi o que motivou as estudantes Victoria Aline Figueiredo e Natasha Bruna Pereira Gonçalvez, ambas de 15 anos, a participarem da festa. Sobre o tema da edição, elas aprovaram a escolha. "Acho bem interessante discutir a saúde. Acredito que há muita desinformação, é importante todos se conscientizarem", opina Natasha, para quem o ambiente respeitoso era a principal qualidade.  O militante LGBT do Bloco Stonewall, Carl Benzaquen, 29, por sua vez, critica a forma como muitas vezes a temática é conduzida nesse tipo de evento. "Há uma mobilização para a festa, mas se esquece da luta", constata. Entoando letras de empoderamento do próprio corpo, o grupo com o qual Carl se movimentava em meio à multidão luta pela criminalização pela homofobia e transfobia e pela aprovação da Lei João Nery, que determina que toda pessoa seja identificada e tratada de acordo com sua identidade de gênero, ou seja, a vivência interna e individual do gênero tal como cada pessoa o sente. Aliada à luta, a estudante de psicologia Alice Santos, 25, do grupo Pão e Rosas, chama a atenção para a condição de opressão das mulheres trans. Realizado pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual (CELLOS Contagem), com apoio da Gerência de Diversidade Sexual, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, Programa DST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, a 10ª Parada do Orgulho LGBT abre o calendário das paradas LGBT´s na região metropolitana, precedendo a de Belo Horizonte, no dia 10/8, a de Betim no dia 17/8, e a de Nova Serrana, no dia 24/8. A sambista Martnália sobe ao palco do Cinco Contagem às 19h para o encerramento. 

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