Demissões por mau resultados explicam retorno de velhos técnicos

Para o treinador do Atlético, falta compreensão dos dirigentes para manter um técnico por mais tempo mesmo depois de uma sequência de derrotas

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

Levir Culpi prefere esperar próxima semana para começar a tratar do assunto do momento: Galo sem Ronaldinho Gaúcho
BRUNO CANTINI/ATLÉTICO
Levir Culpi prefere esperar próxima semana para começar a tratar do assunto do momento: Galo sem Ronaldinho Gaúcho

Assim como Abel Braga no Internacional, Muricy Ramalho no São Paulo, Felipão  no Grêmio e Luxemburgo  no Flamengo, o técnico Levir Culpi era treinador do Atlético em 1995. Dezenove anos depois, os cinco estão no comando dos mesmo times. Coincidência ou falta de renovação no futebol brasileiro?

Para Levir, isso é explicado pela cultura de demissão dos treinador por maus resultados em um curto período de tempo. “Isso é o fruto da falta de continuidade. Treinei três vezes o Cruzeiro e esta é minha quarta vez no Atlético. Por que não pude ficar uma sequência de quatro anos? A instabilidade é o grande problema do futebol brasileiro”, analisou o treinador.

A mudança de treinadores resulta numa constante “dança das cadeiras” entre os clubes. “Técnico que ficam mais tempo conseguem melhores resultados, isso é uma lógica. Mas é difícil passar por momentos ruins sem perder o seu emprego”, destacou Levir Culpi.

Em quase 20 anos, o futebol mudou, ganhando auxílio da ciência e tecnologia. Para o treinador, o Brasil tem procurado seguir essa tendência.

“Fui para o japão em 1996. Hoje, nós não fazemos nada do que fazíamos em 1995. O trabalho é completamente diferente. Claro que todos tem conteúdos parecidos, mas a preparação física, a fisiologia, subiu muito. A gente tem muito mais números e qualidade no trabalho. O que fazemos aqui, trouxemos do Japão e da Europa”, descreveu o treinador alvinegro. 

Leia tudo sobre: AtléticoLevir CulpiMuricyAbelFelipãoLuxemburgo