Simpatia dos alemães é real

Local ficou marcado pela passagem da Alemanha e espera, agora, colher os frutos dessa estadia

iG Minas Gerais | Ana Paula Moreira |

Sossego. Resort Campo Bahia foi construído para receber a seleção da Alemanha durante a Copa e será aberto ao público em breve
Ana Paula Moreira
Sossego. Resort Campo Bahia foi construído para receber a seleção da Alemanha durante a Copa e será aberto ao público em breve

Santa Cruz Cabrália, BA. Em um rápido passeio pela praia e pela vila de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, no Sul da Bahia, dá para entender por que os alemães se apaixonaram pelo lugar. A paisagem paradisíaca, o ambiente tranquilo e a simpatia das pessoas da região foram ingredientes fundamentais para conquistar a delegação da Alemanha durante a Copa do Mundo do Brasil. O sossego de Santo André deve ter sido fator relevante na conquista do título mundial. 

“Os alemães se sentiram em casa na Bahia”, orgulha-se a garçonete Dandara do Rosário Reis, 18, funcionária do resort Costa Brasilis, onde funcionou o centro de mídia da Alemanha. Ela conta que as pessoas de Santo André se surpreenderam com a simpatia dos ilustres “turistas”. “Todo mundo achava que os alemães seriam frios e esnobes. Esta é a palavra, ‘esnobe’. Mas não foi assim. Eles surpreenderam todo mundo. Foram muito simpáticos e sorridentes”, conta.

Quem conviveu diretamente com os alemães confirma que a imagem que eles passaram faz jus ao contato diário com os jogadores. “Foi ótimo ter convivido com os alemães. Eles eram muito alegres, estavam sempre sorrindo para as pessoas”, conta, auxiliar de limpeza do resort Campo Bahia. Mateus Guerra Freitas, 26

Os alemães foram embora, mas quem visita Santo André ainda se depara com resquícios da passagem germânica pelo vilarejo. É possível ver bandeiras da Alemanha ao lado das brasileiras, postes pintados nas cores amarela, vermelha e preta, além de várias pessoas com camisetas da seleção alemã. Matia Visigalli, 20, ganhou uma blusa de treino de um segurança da Alemanha.

“Foi o segurança que me deu. Nós trocamos camisetas. Ele gostou da minha blusa, que era de uma banda de rock, e me deu essa”, explica Matia, que quase ficou com um kit completo da Alemanha. “Eu trabalhava no centro de mídia, mas me chamaram para ajudar a descarregar as malas. O Mario Götze estava com um kit de camisa, short e chuteira, e me deu quando desceu do ônibus. Mas o segurança alemão não me viu com o uniforme e tomou o kit que eu ganhei”, lamentou Matia.

Mesmo quem não teve acesso ao resort Campo Bahia, hotel onde os alemães se hospedaram, pôde ver de perto os astros campeões do mundo. Além do centro de treinamento, eles passearam bastante pelo vilarejo. “Eles foram à escola de Santo André, passeavam na praia. Tirei foto com vários jogadores, mas o Podolski era o mais simpático. Ele me abraçou para tirar a foto”, conta Nayara Alves Pereira, que encontrou os atletas alemães em várias oportunidades.

Capoeira na festa

“Na comemoração da passagem para a semifinal da Copa do Mundo, me chamaram para fazer uma apresentação de capoeira para eles. Tinha ido quando eles chegaram também. Torci para o Brasil, mas fiquei muito feliz por eles terem ganhado também.”

Welington Santos Ramos - Capoeirista

Simpatia resume

“Eles foram sempre muito simpáticos. Uma garçonete do hotel conversou algumas vezes com o técnico da Alemanha sem saber. Ela só foi saber depois, quando o viu dando entrevista. Ele era tão simpático que nem parecia o treinador.”

Dandara do Rosário Reis - Garçonete do resort Costa Brasilis

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