Recomeço difícil para os familiares

iG Minas Gerais |

“Tudo foi tirado de mim. Parece que eles vieram aqui e arrancaram. A minha vida era ótima, e, em um segundo, acabou”, disse Cristilene Pereira Sena, 32, viúva de Charlys Frederico Moreira do Nascimento, 25, uma das vítimas da tragédia que jamais será aceita ou esquecida por ela. Doméstica, ela ainda não voltou a trabalhar e não sabe se um dia vai conseguir passar perto do viaduto – caminho que fazia diariamente para o serviço.

Cristilene enfrenta uma situação financeira difícil com dois filhos adolescentes desde a morte do marido, que, apesar de não ser o pai deles, ajudava no sustento da casa. Foram oito anos juntos. “Não posso me entregar por causa dos meus filhos. Mas um mês se passou e nada melhorou. Aquilo não poderia ter acontecido”, disse. O advogado dela, Filipe de Araújo, informou que pediu para a Cowan que pague o tratamento psicológico de Cristilene.

A família de Hanna Cristina Santos está para receber um novo micro-ônibus da construtora amanhã. O veículo era o sustento de todos. “Queria era minha filha caçula de volta. Aquele viaduto foi feito para cair, e queremos saber quem foi culpado. Tem dias que ficamos no fundo do poço, o que nos anima é só a Ana Clara (filha de Hanna)”, contou a mãe da motorista, Analina Santos, 52. (JS)

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