Conflito em Gaza faz turistas desistirem de viagem a Israel

Presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem garante que país é seguro

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

Os famosos jardins Bahá’í, na cidade de Haifa, em Israel
Ricardo R Mallaco
Os famosos jardins Bahá’í, na cidade de Haifa, em Israel

A ofensiva de Israel na Faixa de Gaza tem tido sérios reflexos para ambos os lados. Do lado palestino, estações de abastecimento e tratamento de água atingidas, quase 2.000 mortos, mais 7.500 feridos, casas e escolas destruídas são as principais consequências. Do lado de Israel, a guerra tem afetado uma importante atividade econômica da região: o turismo.

“O hotel estava cheio. Até o final de junho, estava com ocupação de 120% (todos os quartos ocupados, alguns com mais de uma pessoa). Agora estamos com 18%”, revela Thais Santos, 31, nutricionista que trabalha no hotel Hilton de Tel Aviv. Segundo ela, a queda do movimento começou com os bombardeios contra a cidade, e muitas pessoas cancelaram a estadia, voltando para casa mais cedo ou adiando suas viagens.

Tel Aviv é um destino turístico para os europeus, que normalmente vão para a cidade aproveitar as férias de verão. “O turismo sempre foi muito forte aqui. Os franceses vêm para cá e ‘tomam conta’. Italianos e norte-americanos também”, conta ela, que mora na cidade há cerca de sete anos.

Medo. Mesmo com um baixo índice de mísseis atingindo solo israelense, a situação na região amedronta os turistas. “Uma amiga que mora em Londres e vem para cá todo ano me perguntou se há riscos. Risco não tem nenhum. Basta estar preparado para, na hora que a sirene tocar, você se esconder em um lugar seguro”, diz. Segundo ela, uma vez ao dia a sirene da cidade toca, indicando um ataque de rojões palestinos.

Para o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem de São Paulo (Abav-SP), Costantino Karacostas, o conflito é um fator determinante para o turismo da região. Ele concorda que, apesar de não haver riscos reais, o medo impede as pessoas de viajarem para a região.

“É seguro, mas as pessoas acompanham as informações que chegam pelos meios de comunicação e não querem se arriscar. Quem está viajando com a família, por exemplo, não vai se arriscar a levar a família para uma zona de conflito”. Apesar de não ter dados, já que o conflito é uma situação relativamente recente, Karacostas imagina como esteja o cenário do turismo no lugar. “Acredito que a maior parte das pessoas que tinham previsão de viajar nas próximas semanas devem ter suspendido a viagem e vão esperar situação ficar melhor”, comenta.

Defesa

Israel. O Domo de Ferro, sistema de defesa israelense, tem sensores que detectam onde os mísseis palestinos irão acertar e os interceptam ainda no ar, impedindo que eles atinjam o solo.

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