Forças Armadas vão ficar na Maré

Soldado foi ferido ontem após troca de tiros com grupo na favela Rubens Vaz

iG Minas Gerais |

Força de Pacificação. Militares garantem a segurança do complexo da Maré desde abril deste ano e vão ficar até o fim de outubro
ANTONELLO VENERI
Força de Pacificação. Militares garantem a segurança do complexo da Maré desde abril deste ano e vão ficar até o fim de outubro

Rio de Janeiro. A Força de Pacificação do complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, confirmou ontem que as tropas permanecerão no local até o dia 31 de outubro. Os militares ocupam a região desde abril.

Segundo a assessoria de imprensa da Força de Pacificação da Maré, a presidente Dilma Rousseff (PT) assinou, na última semana, o decreto de renovação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), autorizando a permanência das tropas das Forças Armadas para atuar no combate ao crime organizado no conjunto de favelas. O decreto deve ser publicado amanhã no Diário Oficial da União. Atualmente, 2.400 militares do Exército atuam na Maré.

SOLDADO FERIDO. A notícia foi divulgada logo após um confronto no local. Pela manhã, um soldado foi baleado durante uma troca de tiros com criminosos na favela Rubens Vaz, na Maré. De acordo com o Comando Militar do Leste, militares faziam operação em um posto de bloqueio por volta das 6h30, quando um grupo lançou provocações à tropa e, em seguida, atirou contra eles, iniciando o tiroteio.

O soldado foi atingido nas costas, abaixo do colete. Ele foi levado para o Hospital Central do Exército, mas, segundo o Comando Militar do Leste, não corre risco de morrer.

De cerca de 15 suspeitos envolvidos no tiroteio, dois foram detidos e outros três estão sendo procurados.

A Maré é o maior complexo de favelas do Rio, com cerca de 130 mil moradores. A Força de Pacificação não informou se o efetivo será mantido ou se deve receber reforço após o confronto registrado ontem e com a renovação da missão no local.

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