Surge um novo point em BH

Com bons resultados, empreendedores da rua Alberto Cintra já planejam expandir negócios

iG Minas Gerais | LUDMILA PIZARRO |

Mar de gente. De quinta a domingo, cerca de 1.200 pessoas passam pelo quarteirão no União para paquerar, papear, comer e beber
douglas magno
Mar de gente. De quinta a domingo, cerca de 1.200 pessoas passam pelo quarteirão no União para paquerar, papear, comer e beber

Entre quinta-feira e domingo à noite, ferve um novo point em Belo Horizonte. Nada de Savassi ou Pampulha, e sim o bairro União, na região Nordeste da capital. Às sextas e aos sábados podem passar, em um único quarteirão da rua Alberto Cintra, mais de 1.200 pessoas, que gastam de R$ 28 a R$ 80, de acordo com o estabelecimento escolhido.

“Eu não posso reclamar de público em dia nenhum”, comemora Mauro Henrique Gonçalves, proprietário do Espetáculo Espetinhos, que está lá há um ano e meio e, com o bom retorno, já vai abrir uma segunda loja, no Buritis. A empresária Luíza Magalhães, 28, costuma ir ao espetinho até três vezes por semana. “Gosto do clima, das pessoas, e o preço é justo”, comemora.

Fernando Zanforlin, proprietário da Hipper Frios Delikatessen e Confraria, que chegou à Alberto Cintra em 2011, também irá ampliar, mas optou por investir na própria rua. “Em dois ou três meses, o novo espaço já estará pronto”, diz. Já o vizinho Família Paulista está finalizando as obras de sua expansão. “Compramos o ponto ao lado para não vir outro e comprar”, explica Bianco Vizioli, gerente administrativo e financeiro da Família Paulista e da sanduicheria Nick – dois empreendimentos da mesma empresa que funcionam na rua.

No quarteirão, é possível encontrar comidas alemã, japonesa, sanduíches gourmet, espetinhos, frutos do mar, vinhos e cervejas especiais. Para o professor de economia do Ibmec Reginaldo Nogueira, a presença de vários estabelecimentos de um mesmo mercado é sempre positiva, mesmo com a proximidade da concorrência. “Quando você tem um bar isolado, o cliente tem que sair de casa para ir àquele lugar. Quando são várias opções, o cliente vai ao local e escolhe. Vira um ponto focal daquele mercado. Além disso, traz mais segurança, a rua fica mais cheia, mais iluminada. Tudo isso supera a concorrência próxima”, analisa.

O público local ainda é muito importante para o sucesso do quarteirão. Para Fernando Zanforlin, entre 70% e 80% de seus clientes moram na região ou em bairros adjacentes. Já para Mauro Gonçalves, o público de bairros mais distantes já está empatando com o local. “Tenho clientes cativos, que vêm toda semana do Sion, por exemplo”, afirma.

Na última terça-feira, a reportagem de O TEMPO encontrou no local um grupo de funcionários públicos que vinha da Cidade Administrativa. “Aqui é meio do caminho para todos. E tem churrasco e long neck a um preço acessível”, declarou Adriana Cardoso, 28, administradora pública.

Mais lojas

Expectativa. Um empreendedor, que não quis se identificar, afirmou que está com contrato assinado para levar a marca de cerveja Devassa para o mesmo quarteirão da Alberto Cintra.

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