Descubra qual é o exercício certo para o seu tipo de corpo

Malhar corretamente não muda o biotipo, mas ajuda a dar mais equilíbrio à silhueta

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

“Não existem fórmulas mágicas no treinamento”, diz Ricardo
FOTO: Arquivo Pessoal
“Não existem fórmulas mágicas no treinamento”, diz Ricardo

Ter que passar por uma avaliação médica antes de começar uma atividade física já é consenso seguido na maioria dos casos por quem busca ter uma vida mais saudável, mas o que muitas pessoas não sabem é que uma análise do biotipo corporal também pode ajudar, tanto no desempenho durante os exercícios como na obtenção dos resultados.

Essa análise é importante para identificar o formato do corpo em relação ao acúmulo de gordura. As cinco definições mais usadas são: ampulheta, oval, pera, triângulo invertido e retângulo. E, apesar de as características corporais serem determinadas principalmente pelas propriedades hormonais e genéticas, especialistas acreditam que é possível deixar o formato mais harmônico, de acordo com o exercício escolhido.

Um exemplo, segundo o personal trainer Silvio Cabral, são os ombros largos, principal característica do corpo de tipo triângulo invertido, que, por ser determinada geneticamente, a pessoa não pode ser modificada com nenhum tipo de treinamento.

“É possível atenuar o ‘problema’, mas passar a ter um corpo tipo retângulo ou pera não é possível. Emagrecendo ou engordando, a forma vai permanecer. É o mesmo caso dos culotes, cuja única forma de eliminação é a cirurgia”, diz o personal da apresentadora Sabrina Sato.

De acordo com Cabral, os corpos do tipo retângulo tendem a se adaptar melhor aos treinos de resistência aeróbica, enquanto os biotipos de estatura mais baixa, como oval e pera, costumam ter uma resposta mais satisfatória com os exercícios de musculação ou de força. “Quem é mais alto demora mais para desenvolver massa muscular, mas isso não quer dizer que essas pessoas não possam conseguir”, afirma.

O personal também alerta que, na tentativa de mudar o biotipo, muitos acabam arriscando a saúde. “As mulheres não têm facilidade de desenvolver muita massa muscular como os homens, e, por isso, algumas acabam optando por tomar hormônios”, afirma Cabral.

O educador físico Ricardo Wesley Alberca ressalta ainda que “não existem fórmulas mágicas no treinamento”. “É necessário avaliar caso a caso, dependendo de histórico, disponibilidade de tempo e níveis de treinamento”, diz.

Para ver de perto como a questão do formato pode influenciar durante uma atividade física, a equipe de O TEMPO visitou uma academia em Belo Horizonte e conversou com especialistas e clientes sobre a relação entre os treinos e o biotipo.

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