Novela das seis volta aos anos 70

Trama ‘Boogie Oogie’, que estreia nesta segunda, tem várias semelhanças com ‘Dancin’ Days’ e retorna à era da disco club

iG Minas Gerais |

Sandra (Isis Valverde) é muito batalhadora
Fotos Jorge Rodrigues Jorge/CZN/Divulgação
Sandra (Isis Valverde) é muito batalhadora

O colorido e os excessos do fim da década de 70 ficaram eternizados na mente do público por meio de diversas produções da TV. Não foi à toa que a Rede Globo optou por investir em um folhetim ambientado na época da disco, aos mesmos moldes de “Dancin’ Days” (1978), de Gilberto Braga. Foi esse o caminho que levou o autor Rui Vilhena a escrever “Boogie Oogie”, que estreia nesta segunda na faixa das seis. De olho no sucesso da trama de Braga, o autor não esconde as semelhanças entre as produções. “‘Dancin’ Days’ aglutinou muitas referências de sua época. A trama de Braga e as minhas memórias pessoais estão na novela. Ainda assim, minha história poderia ser ambientada em qualquer período”, defende Vilhena. A escolha da década de 70 coincidiu diretamente com a temática da troca de bebês, que ocorre logo no primeiro capítulo. “O período tem muito a ver com a própria estrutura da história. Naquela época, não havia exame de DNA, celular ou internet. Tornou mais fácil construir uma história envolvendo troca de bebês”, afirma Ricardo Waddington, que assina a direção de núcleo da nova produção. Com o ano de 1978 como pano de fundo, a trama conta a história de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que descobrem que foram trocadas na maternidade pela vingativa Susana (Alessandra Negrini). “Não vou viver uma mocinha clássica que só chora. É uma personagem humana, que vai ter ódio e rancor pelas situações que acontecem com ela”, explica Isis.Além disso, as jovens também irão disputar o amor do mesmo homem, o aspirante a piloto comercial Rafael (Marco Pigossi). “Vitória, definitivamente, não é uma vilã. Todas as ações amorais dela são movidas pelo amor ao Rafael. Não é mais um capricho da personagem”, defende Bianca. Apesar de buscar uma representação fiel da década de 70, o diretor optou por não desafiar a classificação indicativa imposta pelo Ministério da Justiça no horário. E, mesmo tendo uma boate como um dos cenários, sequências de consumo de bebidas alcoólicas e cigarros não foram incluídas. “Fumar ou beber ajuda a contar a minha história? Não. Então, resolvi tirar”, destacou Waddington.

Cenário Para recriar o complexo e rico ambiente da década de 70, as equipes da Rede Globo utilizaram referências de filmes clássicos da época, como “Os Embalos de Sábado à Noite”, e o documentário “Rio 77/78”, de Maurício Branco, que mostra o glamour dos anos 1970.

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