Novela volta aos anos 70

“Boogie Oogie”, que estreia amanhã, tem várias semelhanças com ‘Dancin’ Days’ e volta à era da disco club

iG Minas Gerais | Caroline Borges TV Press |

Relação familiar. Personagem Inês (Deborah Secco) terá trabalho para cuidar da saúde do pai, Vicente (Francisco Cuoco)
Paulo Belote
Relação familiar. Personagem Inês (Deborah Secco) terá trabalho para cuidar da saúde do pai, Vicente (Francisco Cuoco)

O colorido e os excessos do fim da década de 70 ficaram eternizados na mente do público por meio de diversas produções da TV. Não foi à toa que a Rede Globo optou por investir em um folhetim ambientado na época da disco, aos mesmos moldes de “Dancin’ Days” (1978), de Gilberto Braga. Foi esse o caminho que levou o autor Rui Vilhena a escrever “Boogie Oogie”, que estreia amanhã na faixa das seis.

De olho no sucesso da trama de Braga, o autor não esconde as semelhanças entre as produções. “‘Dancin’ Days’ aglutinou muitas referências de sua época. A trama de Braga e as minhas memórias pessoais estão na novela. Ainda assim, minha história poderia ser ambientada em qualquer período”, defende Vilhena. A escolha da década de 70 coincidiu diretamente com a temática da troca de bebês, que ocorre logo no primeiro capítulo. “O período tem muito a ver com a própria estrutura da história. Naquela época, não havia exame de DNA, celular ou internet. Tornou mais fácil construir uma história envolvendo troca de bebês”, afirma Ricardo Waddington, que assina a direção de núcleo da nova produção.

Com o ano de 1978 como pano de fundo, a trama conta a história de Sandra (Isis Valverde) e Vitória (Bianca Bin), que descobrem que foram trocadas na maternidade pela vingativa Susana (Alessandra Negrini). “Não vou viver uma mocinha clássica que só chora. É uma personagem humana que vai ter ódio e rancor pelas situações, que acontecem com ela”, explica Isis. Além disso, as jovens também irão disputar o amor do mesmo homem, o aspirante a piloto comercial Rafael (Marco Pigossi). “Vitória, definitivamente, não é uma vilã. Todas as ações amorais dela são movidas pelo amor ao Rafael. Não é mais um capricho da personagem”, defende Bianca.

Apesar de buscar uma representação fiel da década de 70, o diretor optou por não desafiar a classificação indicativa imposta pelo Ministério da Justiça no horário. E, mesmo tendo uma boate como um dos cenários, sequências de consumo de bebidas alcoólicas e cigarros não foram incluídas. “Fumar ou beber ajuda a contar a minha história? Não. Então, resolvi tirar”, destacou Waddington.

Figurino. O tom over do figurino da trama também é um dos principais pontos da história de Rui Vilhena. A novela retrata a transição do estilo hippie, bem marcado no início da década, para o exagero brilhoso dos anos 80, buscando sempre uma estética realista. Golas compridas e estampas, destaques nos anos 70, misturam-se a calças legging, ombreiras e camisetas. “Quis colocar outros signos, como meias com sandália, e alguns personagens com o estilo de John Travolta no filme ‘Os Embalos de Sábado à Noite’”, explica a figurinista Marie Salles.

Quem é quem Elísio (Daniel Dantas) Tenente-coronel do exército e suposto pai de Sandra. Beatriz (Heloísa Périssé) Casada com Elísio e mãe de Sandra, Otávio e Cláudia. 

Mário (Guilherme Fontes) Corretor de imóveis, tio de Rafael e marido de Cristina. Cristina (Fabiula Nascimento) Cheia de delírios de grandeza, ela é mulher de Mário. Fernando (Marco Ricca) Dono da agência VIP Turismo, é pai de criação de Vitória. 

Madalena (Betty Faria) Com vitalidade, a vovó está pronta para ajudar a todos. 

Beto (Rodrigo Simas) Filho de Carlota, ele é o típico malandro carioca. 

Pedro (José Loreto) É um militar revoltado e de comportamento agressivo. 

Inês (Deborah Secco) Aeromoça divertida, ela é apaixonada pela profissão. Vicente (Francisco Cuoco) Turrão, o pai de Inês tem problemas de saúde.

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