Mesmo sem inspiração, Cruzeiro empata fora e segue folgado na ponta

Equipe mineira criou várias chances contra o Botafogo, mas não conseguiu a primeira vitória no novo Maracanã

iG Minas Gerais | Diego Costa |

ESPORTES - RIO DE JANEIRO / RIO DE JANEIRO / BRASIL - Cruzeiro joga com Botafogo no Maracanã. FOTO: Gaspar Nobrega/Light Press. 02.08.2014
ESPORTES - RIO DE JANEIRO / RIO DE JANEIRO / BRASIL - Cruzeiro joga com Botafogo no Maracanã. FOTO: Gaspar Nobrega/Light Press. 02.08.2014
Sabe aquele dia em que a bola parece não colaborar? Bate na trave, várias oportunidades desperdiçadas, grandes defesas do arqueiro adversário. Para completar, o goleiro ainda toma um gol em um lance relativamente tranquilo. Pois é, neste sábado o Cruzeiro passou por isso, no Maracanã, contra o Botafogo. Empate por 1 a 1. O Cruzeiro parecia começar a construir o que poderia ser uma vitória sem sustos sobre os cariocas já na preparação durante a semana. Enquanto a Raposa desfrutava a liderança, o Botafogo, com salários atrasados, enfrentou a ira dos torcedores, invasões durante os treinamentos e a declaração polêmica de Emerson Sheik, que criticou a postura da diretoria botafoguense. Mas o futebol nunca foi bom em obedecer os prognósticos. Dentro de campo, o Cruzeiro começou disposto a converter a diferença de clima e ambientes em gols. Os primeiros momentos foram de domínio celeste, mas faltava efetividade. O único lance de grande perigo foi a chegada de Egídio, logo aos quatro minutos. Ele perdeu uma grande chance, em chute cruzado, na cara de Jefferson. O Botafogo parecia ciente de que não estava enfrentando qualquer um. Era o líder, o que aumentaria a relevância da vitória. E assim, contando com a infelicidade do goleiro Fábio, que escorregou no cabeceio de Edílson, os cariocas abriram o placar, aos 25 minutos da primeira etapa. A partir dai, eles encontraram uma boa rota de fuga, no contra-ataque, dando trabalho ao lado esquerdo da defesa mineira. O Cruzeiro ainda tentou e muito o empate. Foram sete finalizações. Mas o primeiro tempo foi alvinegro. Na etapa final, o Cruzeiro já voltou sufocando o time da Estrela Solitária. E para aumentar a pressão, o técnico Marcelo Oliveira apostou nas entradas de mais dois atacantes: Dagoberto na vaga do apagado Marquinhos e Willian, no lugar de Henrique, que deixou o campo após uma entrada criminosa de Sheik. Dali em diante, a pressão foi enorme. E deu certo. Léo fez o gol de empate, aos 14 minutos. Mas, como a noite não era da Raposa no Rio de Janeiro, a primeira vitória no novo Maracanã terá de ficar para depois. Quem sabe no sexto jogo. 

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