Após 8 meses de atraso, obra será definida por novo dono

Só 50% das intervenções foram feitas e Infraero envolve concessionária na elaboração de prazos

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

Pintura.Funcionário da obra finaliza pintura no canteiro dos jardins centrais
MOISES SILVA / O TEMPO
Pintura.Funcionário da obra finaliza pintura no canteiro dos jardins centrais

Faltam dez dias para o novo sócio do aeroporto de Confins, o BH Airport, assumir a gestão. Ele vai pegar um terminal com metade de uma reforma para fazer e muitos retoques na metade que já foi feita. As chuvas que caíram no fim de julho deflagraram uma série de goteiras e a cobertura está sendo consertada. Os passageiros ainda convivem com alguns tapumes. Falta instalar alguns elevadores, colocar rejunte no piso e finalizar outros acabamentos para tampar rebocos à mostra. A Marquise, construtora responsável, diz que continuará tratando tudo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que foi quem a contratou. A Infraero afirma que continuará à frente das obras, mas diz que quem vai definir o novo cronograma é o sócio privado.

“Em virtude da concessão do aeroporto à iniciativa privada, o cronograma do escopo remanescente da obra será redefinido juntamente com a nova concessionária responsável pela administração do terminal mineiro”, afirma a Infraero, via assessoria de imprensa. “O consórcio está discutindo com a Infraero um novo cronograma. Enquanto esse documento é elaborado, a empresa retomou as intervenções na cobertura (implantando rufos de vedação) e remobilizando os trabalhadores para as frentes específicas de trabalho”, diz a Marquise, por meio da assessoria de imprensa. Segundo a Marquise, a reforma, que ficou paralisada durante a Copa, foi retomada no dia 21 de julho. Enquanto aguarda a chegada do novo gestor, o ritmo de obras está reduzido. As obras, que chegaram a ter 480 trabalhadores, contam agora com 130. Nem a Marquise, nem a Infraero informam a data para a entrega, que já está com oito meses de atraso. Segundo um funcionário, que preferiu não ter o nome revelado, o que falta é trabalho para mais de um ano. “Falta muita coisa ainda. Tem as subestações e muito reparo a ser feito”, afirma. Ainda segundo o funcionário da obra, a conversa nos bastidores é a de que a construtora está esperando a liberação de mais dinheiro para continuar a obra. Em junho, antes da interrupção, a Marquise disse que as obras seriam retomadas assim que a Infraero liberasse novas frentes de trabalho. A Infraero, por sua vez, disse que não havia previsão de aditivos. A reforma começou em setembro de 2011, foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e era para ter sido entregue em dezembro de 2013.

Terminal 1

Mais cara. A obra, que começou em setembro de 2011 orçada em R$ 238 milhões, já ficou R$ 17 milhões mais cara. O orçamento subiu para chegou a R$ 255 milhões.

Prazos Terminal de passageiros A previsão inicial era entregar em dezembro de 2013. Depois, a Infraero adiou para abril de 2014. Não deu tempo e adiou para agosto. Mas ainda faltam 50% Pista de pousos e decolagens A previsão era entregar em fevereiro de 2014. Mas ainda não começou

BH Airport vai definir também expansão da pista Além de uma reforma pela metade, o BH Airport vai ter que resolver a ampliação da pista de pousos e decolagens. A previsão era entregar a expansão antes da Copa, em fevereiro de 2014, mas ficou para depois. Caberá ao novo operador aeroportuário sentar com as companhias aéreas e montar um plano, uma vez que serão necessários restrições de horários e remanejamento de voos para as obras na pista. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) confirma que a responsabilidade do novo cronograma será do BH Airport. “Em virtude da concessão do aeroporto à iniciativa privada, o cronograma da reforma e ampliação da pista de pousos e decolagens será redefinido juntamente com a nova concessionária”, destaca. Por meio da assessoria de imprensa, o consórcio BH Airport informa que só poderá se pronunciar após assumir oficialmente a administração, o que está previsto para 12 de agosto. O consórcio é formado pelas operadoras dos terminais de Munique (Alemanha) e Zurique (Suíça) e pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) – Soares Penido, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. O grupo arrematou a gestão de Confins por R$ 1,82 bilhão, com uma concessão de 30 anos. Eles têm 51% e a Infraero tem 49%.

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