Alemães são os que mais fazem cirurgia para aumentar o pênis

Embora façam mais operações, germânicos têm órgão maior que o de brasileiros

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

No Brasil, a técnica é considerada experimental e não é aconselhada
Reprodução
No Brasil, a técnica é considerada experimental e não é aconselhada

“Sorte no jogo, azar no amor”, já dizia o ditado. Se no futebol, o desempenho dos alemães foi mais do que satisfatório no último Mundial, na sexualidade parece que os germânicos ainda estão em busca de dias melhores.  

Segundo os dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o país foi o campeão mundial em cirurgias de aumento de pênis. Foram realizados 2.786 procedimentos em 2013. Isso significa que, de um total de 15.414 intervenções em todo o mundo, os alemães são responsáveis por uma em cada cinco. O Brasil aparece na sétima posição, com 219 casos, e atrás da Venezuela, Espanha, México, Colômbia e Itália (veja o infográfico).

A posição brasileira, que foi calculada a partir de entrevistas com cirurgiões brasileiros, não é reconhecida pela Sociedade Brasileira de Urologia, segundo o urologista Eloísio Alexsandro da Silva, que contou fazer somente cinco operações por ano.

“Não recomendamos que os médicos associados façam a cirurgia de aumento peniano, pois todas as técnicas são consideradas experimentais e ineficazes e, somente em casos muito pontuais devem ser realizadas, devido aos altos riscos”, afirma o coordenador geral do departamento de Estética Genital e Cirurgia de Transgêneros da SBU.

Silva ainda observa que “a maior parte dos pacientes que chegam aos consultórios querendo fazer o procedimento é de homens que têm o tamanho do pênis na média ou acima da média”. “A maior demanda é pelo pacote completo, quando eles querem alongar e engrossar. Mas a recomendação é de que a intervenção seja realizada apenas em casos de micropênis, ou seja, quando o órgão tem o formato normal, mas se desenvolveu abaixo da média”, afirma.

Complicações. Na tentativa de melhorar a performance na cama, muitos homens acabam arriscando a saúde. Por mês, Silva diz que chega a receber pelo menos dois casos de complicações graves da cirurgia, e esse número vem aumentando nos últimos dois anos.

“Uma das formas de tentar engrossar o órgão é injetar algumas substâncias que podem ser absorvidas ou não pelo organismo. Dentro das absorvidas, está o ácido hialurônico, que depois de certo tempo (6 a 18 meses) precisa ser reaplicado. Outro produto muito injetável é o gel de poliacrilamida (PMMA). Ele não é recomendado ou autorizado pela SBU. Essa substância tem se tornado quase uma epidemia no Brasil, e provocado complicações muito graves”, alerta o médico.

Silva explica que, por não ser um composto absorvido pelo corpo, depois de um tempo o gel se movimenta e começa a deformar o pênis, podendo provocar infecções e necrose. “A reconstrução é extremamente complicada, pois uma vez injetado o líquido se torna viscoso e de difícil remoção”, diz.

Reabilitação e pós-operatório pode levar de três a seis meses Nos raros casos em que as cirurgias são indicadas no Brasil, como, por exemplo, em pacientes com câncer de pênis, o urologista Eloísio Alexsandro da Silva, diz que o procedimento exige internação. “O procedimento pode levar de 45 minutos até quatro horas, dependendo do caso”, diz. Ele explica que, como no país não existe regulamentação das áreas de atuação que podem fazer a cirurgia, a princípio qualquer médico com o registro no Conselho Federal de Medicina (CFM) poderia operar, mas a preferência é por urologistas e cirurgiões plásticos. A cirurgia costuma ser acompanhada por um anestesista, e o pós-operatório envolve técnicas de reabilitação que podem levar de três a seis meses, segundo Silva.

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