Velho novo imaginário

Num período de três anos, o Som Imaginário trabalhou ainda com Gal Costa, Simone, MPB-4 e Marcos Valle, além de ter gravado três álbuns

iG Minas Gerais | Daniel Oliveira |

Mistura. 
Para o atual revival, o Som Imaginário reuniu integrantes de formações diferentes da banda
Alonso Martinez
Mistura. Para o atual revival, o Som Imaginário reuniu integrantes de formações diferentes da banda

O grupo Som Imaginário seguiu à risca uma das máximas mais conhecidas do rock’n’roll: viveu rápido (mas intensamente) e morreu jovem. Mas isso não impediu que eles voltassem à vida e venham se apresentando pelo Brasil desde 2012, chegando em Belo Horizonte neste sábado para um show no projeto BH Instrumental, às 19h30, na praça Floriano Peixoto, no Santa Efigênia.

O Som Imaginário foi criado em 1970 para acompanhar Milton Nascimento em uma série de shows. Com o grande sucesso de canções como “Para Lennon e McCartney”, o grupo acabou se tornando uma atração à parte. Para o pianista Wagner Tiso, o que chamou a atenção foi o ecletismo dos integrantes. “Éramos formados na base de elementos do jazz, mas misturávamos rock progressivo, música brasileira, samba e bolero. Parecia um grupo de rock com música brasileira no meio”, descreve.

Num período de três anos, o Som Imaginário trabalhou ainda com Gal Costa, Simone, MPB-4 e Marcos Valle, além de ter gravado três álbuns. Depois de 37 anos parado, o grupo decidiu voltar à ativa em 2012, com uma formação que misturava músicos que passaram pela banda em diversos momentos.

“Foi uma saudade e uma vontade de tocar junto por parte desse monte de veteranos que ainda continuam na ativa, cada um com sua carreira própria”, comenta Tiso. Além dele, a formação do revival inclui Robertinho Silva, Tavito, Nivaldo Ornelas, Luiz Alves e Victor Biglione, novo integrante do sexteto.

Segundo Tiso, o repertório da apresentação, que terá abertura da atração local Breno Mendonça Quinteto, será baseado principalmente no último disco do Som Imaginário, “Matança do Porco”, de 1973. O grupo ainda toca canções como “Casa no Campo”, de Zé Rodrix, e “Sábado”, de Fredera, ambos integrantes falecidos da banda.

Agenda

O que. BH Instrumental apresenta Wagner Tiso e o Som Imaginário + Breno Mendonça Quinteto

Quando. Neste sábado, às 19h30

Onde. Praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia

Quando. Entrada gratuita

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave