Histórias de um campeão

iG Minas Gerais |

“Toda crise gera oportunidade, basta ser otimista e positivo para focar nas oportunidades, em vez de focar nos problemas.”
Piquet Realty/Divulgação
“Toda crise gera oportunidade, basta ser otimista e positivo para focar nas oportunidades, em vez de focar nos problemas.”

O mineiro Cristiano Piquet desistiu das corridas de automóvel para se dedicar a outra paixão, os imóveis. Após comprar várias propriedades em Miami, como investimento pessoal, decidiu se focar na corretagem. Reconhecido com o título “Top Producer”, por vender o maior número de propriedades por cinco anos consecutivos, ele fundou a Piquet Realty.

Cristiano, na adolescência você foi tricampeão de kart. Em 2000, aos 23 anos, deixou o Brasil para seguir carreira nos EUA. Como e quando foi parar no mercado imobiliário?

Mudei pra Miami no fim do ano 2000, atrás do meu sonho de ser piloto de automobilismo. Com o atentado de 11 de Setembro, a economia norte-americana deu uma desaquecida. Tirei minha licença de corretor, comecei a trabalhar numa imobiliária aqui em Miami e no primeiro ano fui campeão de vendas (“Top Producer”). Atualmente, qual a porcentagem de imóveis vendidos para brasileiros?

Hoje o Brasil representa a maioria das nossas vendas. O brasileiro é o parceiro número um da Flórida. Só no ano passado, as transações entre a Flórida e o Brasil foram superiores a US$ 21 bilhões. Qual o perfil do cliente mineiro?

Os mineiros gostam de imóveis “pé na areia”, em prédios novos e com vista para a água. Além disso, querem tranquilidade, segurança, bons serviços, qualidade de vida e investimentos com bom retorno. O que mais os atrai em Miami?

Muitos que entram em contato conosco têm essa preferência pela questão das compras, mas, principalmente, pela boa qualidade de vida, com praias maravilhosas e excelentes restaurantes. O Brickell City Centre é a bola da vez em Miami? Assim como o Brickell City Centre, muitos grandes empreendimentos estão sendo lançados em Miami, porém, este é considerado surpreendente porque está estrategicamente localizado no centro financeiro da cidade e foi projetado para capitalizar o impressionante potencial da região, oferecendo um novo estilo de vida e sofisticação para a cidade. Entre altos e baixos do mercado imobiliário, como foi vivenciar a bolha norte-americana e uma possível bolha brasileira?

Toda crise gera oportunidade, basta você ser otimista e positivo para focar nas oportunidades em vez de focar nos problemas. Quanto ao Brasil, as análises podem indicar uma bolha, mas acreditamos no país. O preço dos imóveis nos Estados Unidos deve voltar ao patamar pré-crise? Em um mercado mais aquecido, cairia o poder de compra dos brasileiros?

A valorização é real e compradores do mundo inteiro pagam em dinheiro, bem diferente de antes, quando a facilidade ao crédito bancário gerou uma falsa demanda. O brasileiro terá sempre poder de compra aqui na América, a não ser que o dólar saia de R$ 2,5 e dispare para R$ 4 ou R$ 5. Nesse caso, aqueles brasileiros que compraram imóveis em Miami poderão vendê-los e ter um belo lucro, somente com essa valorização do câmbio. Está feliz por ter “feito a América”?

Feliz por ter aprendido que tudo na vida acontece por um propósito e uma razão.

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