Cenário de encher os olhos

Litoral de Prado é um desfile de 80 km de praias com muitas surpresas e encantos

iG Minas Gerais | Paulo Campos |

Passeios. Distrito de Prado, Cumuruxatiba é um charme só
Leandro Miranda/divulgação
Passeios. Distrito de Prado, Cumuruxatiba é um charme só

Oitenta quilômetros de praia são mais do que um aperitivo perfeito para o relaxamento na Costa das Baleias. De Corumbau a Prado, elas se alternam entre as que têm ondas fortes, as de belas enseadas, as cortadas por riachos, as desertas e as margeadas por belos coqueirais.

Os cenários começam a se revelar a partir da praia do Farol, onde começam a aparecer belas falésias como mirantes. A das Amendoeiras é emoldurada por árvores e tem infraestrutura com barraca que só funciona no verão. Para alcançar as duas, segue-se uma estrada de terra margeando a costa.

Distante, a praia do Tororão seduz pela cascatinha que desce da falésia em direção ao mar. Um restaurante construído ali por um italiano garante o agito durante o verão. Perto dali, a praia da Paixão está às margens de uma vila com riachinho. O atrativo são as piscinas naturais formadas pelas rochas.

Mas se quiser um cenário cartão-postal terá que seguir para Cumuruxatiba. No caminho, a praia de Japara Grande, a 26 km de Prado, é um segredo bem-guardado. O visual do alto da falésia é de perder o fôlego, mas é preciso descer e atravessar um riachinho para desfrutar da praia.

Em Cumuruxatiba, a parada é para um almoço na cabana da Teresa. Além do solo com alta concentração de minerais, a cidadezinha guarda outra curiosidade: tem a terceira maior variação de marés do Brasil – daí vem seu nome que, na língua pataxó, quer dizer “diferença de marés”.

A graça desse vilarejo de menos de 5.000 habitantes está justamente na feição rústica que impera, onde as ruas são de areia, os postes de iluminação, de madeira, e onde não há um resort sequer. Pousadinhas, sim, tem aos montes.

Natural

Em Barra do Cahy, além das histórias sobre o descobrimento do Brasil, a praia é uma das mais bonitas da região por causa da mistura das falésias, dos coqueiros e do riacho que desemboca no mar. Os guias informam que no final dela está a casa onde foi gravada cenas da novela “Flor do Caribe”. Outro passeio disputado é o aos arrecifes de Guaratiba, a uma hora e meia de catamarã da costa (5 km). Na escuna, o casal paulista Maria Cláudia Rodrigues, 51, coordenadora de esportes, e Hélio Augusto Ward Rodrigues, 54, que atua na área de telefonia, se divertia com a visão do monte Paschoal do mar.

A embarcação sai do porto às 7h, enquanto a maré ainda está alta, e só retorna seis horas depois. Assim, há tempo suficiente para se dedicar ao mergulho com snorkel e apreciar corais aflorados, tartarugas marinhas (se aparecerem) e peixinhos minúsculos, diversos.

“Saímos de Bauru e percorremos 2.000 km até Prado. Chegando aqui, alugamos uma bicicleta e fomos até Corumbau, passando por Nova Viçosa, Caraíva e Cumuruxatiba. Nos deparamos com várias tribos indígenas. Adoramos tudo, é um lugar bonito, tranquilo”, afirma Maria Cláudia.

Para mergulhar em outra viagem

Gerido pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), o Parque Nacional de Abrolhos é uma outra viagem. Pode-se praticar mergulho, observar baleias -jubarte no período de julho a outubro e caminhar na ilha Siriba. O passeio parte de Caravelas e demora três horas e meia de catamarã. É a maior biodiversidade marinha do planeta, perdendo apenas para a Grande Barreira de Corais, da Austrália.

Descoberto em 1503 pelo italiano Américo Vespúcio, o arquipélago de Abrolhos foi assim batizado por conta de alertas dos navegantes portugueses no século XVI: “Quando te aproximares de terra, abre os olhos”. O que antes representava um perigo para as embarcações portuguesas, hoje se consolida como um dos melhores pontos para a prática de mergulho no mundo.

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