Honda Fit evolui em suas principais qualidades

Terceira geração do modelo tem ganho em versatilidade, mas perde equipamentos

iG Minas Gerais | Raimundo Couto |

Honda Fit EX Foto: Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Honda Fit EX Foto: Jorge Rodrigues Jorge/CZN

O Honda Fit é, de fato, um sucesso no mercado e foi, recentemente, totalmente renovado em sua terceira geração. De certo modo, retornou às origens, ao trazer de volta o apreciado CVT, ou o câmbio automático continuamente variável, presente na primeira leva do modelo quando foi lançado no Brasil, em 2003. Carro&Cia avaliou a versão top de linha, a EXL.

Em linhas gerais, o Fit mudou até em sua essência. Se antes tinha nas mulheres um público-alvo mais cativo, as alterações em sua carroceria o deixaram com visual unissex, para agradar os mais diversos tipos de consumidores. Quando comparado à versão anterior, o novo Fit traz melhorias significativas, mas também perde alguns itens. Por conta do câmbio CVT, as borboletas no volante foram suprimidas. Também não faz mais parte dos itens de série o ar-condicionado automático e digital, mesmo na versão mais cara.

No perde e ganha entre as gerações, o que não mudou foi o que sempre elevou a imagem do monovolume: sua praticidade. Um diferencial que, além de ter sido mantido, ainda evoluiu. Ele ganhou nova configuração de rebatimento dos bancos, feito por meio de alavancas (no lugar das roldanas), que permite reclinar totalmente o banco do motorista e do carona. Um dos carros com solução de utilização do espaço interno mais bem bolados do mercado.

Apesar das comprovadas qualidades construtivas, do engenhoso sistema de aproveitamento interno e da confiabilidade na mecânica, o Fit com a carroceria antiga estava longe de causar impacto em seu visual. Se não desagradava, também não empolgava. E foi esse um dos pontos de partida para este novo projeto que deu origem ao modelo avaliado por nossa reportagem. Ficou mais jovial, com linhas que inspiram maior dinamismo e até uma conotação mais esportiva.

Houve também aumento das dimensões do modelo. O entre-eixos ficou 3 centímetros maior – agora é de 2,53 m. O comprimento cresceu quase 10 cm – segundo a Honda, em função dos para-choques mais avantajados. Altura e largura permaneceram intactas. Mesmo assim, os ocupantes ganharam 3,5 cm a mais entre os ombros na dianteira e 2 cm a mais na traseira. A posição de dirigir está um centímetro mais baixa devido ao reposicionamento do tanque de combustível. A regulagem de altura do banco permite grande elevação, o que configura a manutenção de uma das qualidades elogiadas pelo público feminino.

Mecânica

Ressaltem-se as melhorias aplicadas no motor 1.5 i-VTEC FlexOne, que gera 115/116 cv a 6.000 rpm e 15,2/15,3 kgfm a 4.800 rpm, com gasolina e etanol, respectivamente. O motor 1.5 recebeu taxa de compressão mais alta, comando de válvulas redesenhado, menor nível de atrito e redução de peso, para resultar em melhor resposta em baixas rotações. O novo câmbio CVT, agora com conversor de torque, confere uma outra tocada ao Fit e se mostrou muito acertada a decisão de voltar a oferecer este tipo de transmissão.

Preço

O Fit ELX custa R$ 65,9 mil e tem como principais equipamentos a transmissão CVT, câmera de ré com três ângulos de visualização e volante multifuncional. Há também rádio/CD com bluetooth e tela de LCD de 5 polegadas, computador de bordo; banco e volante revestidos em couro, piloto automático e airbags laterais. 

Veredito

Visual, boa dirigibilidade, conjunto mecânico acertado e o esperado CVT são os bons argumentos com que o japonês espera convencer os atuais consumidores do modelo a se manterem fiéis ao modelo, além, claro, de atrair novos clientes.

Em detalhes

Evolução A plataforma da terceira geração do Fit é completamente nova. A nova transmissão assegura bons números de consumo – 17% mais eficiente em relação ao câmbio automático anterior. GPS integrado, controles de tração e estabilidade, nem na versão topo. O motor foi ligeiramente atualizado. Já o freio traseiro regrediu: saíram discos e entraram tambores.

Interior Por fora o Fit “exala” novidade, mas o interior segue no pragmatismo japonês. O habitáculo foi renovado, mas a enorme quantidade de plásticos duros não confere maior requinte ao modelo. Mas vale ressaltar que os encaixes são extremamente precisos. O painel de instrumentos é muito simples para o preço.

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