Itaúna registra sua primeira morte de pessoa infectada por malária

Ainda de acordo com a prefeitura, o paciente foi isolado e não existe risco de contaminação na cidade

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Morreu na manhã desta sexta-feira (1), em Itaúna, na região Centro-Oeste do Estado, um homem de 36 anos que contraiu malária em uma viagem pela África. Segundo a Prefeitura da cidade, esta é a primeira morte causada pela doença registrada na cidade. 

Ainda de acordo com o órgão, a doença é controlada em Minas Gerais e o homem ficou isolado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Manoel Gonçalves desde a última quarta-feira (30). O objetivo do isolamento era evitar a contaminação por mosquito do gênero anofilino, o único capaz de transmitir a doença. A malária tem cura quando tratada rapidamente, porém, infelizmente, neste caso a situação foi agravada por a vítima ter contraído dois dos três tipos existentes da doença.

A enfermeira Lucimeire Silva Feliciano, que acompanhou o caso em Itaúna, relatou como se deu a evolução da doença. “O paciente deu entrada no Pronto Socorro e a Vigilância Epidemiológica foi acionada. Imediatamente fomos ao local, colhemos material e enviamos para a Regional de Saúde em Divinópolis onde foi diagnosticado que ele teve dois tipos de malária. Por isso se tornou um caso grave que teve uma evolução muito rápida. Ele entrou em quadro de torpor e falência dos órgãos muito rapidamente, entrou em coma já no CTI, evoluindo para o óbito”.

Sem contaminação

Ainda de acordo com a Prefeitura de Itaúna, não existe o risco de contaminação na cidade, apesar de as pessoas precisarem ficar alertas quando forem viajar para locais de doenças endêmicas. “Não tem risco nenhum de epidemia ou transmissão na cidade. Foi um caso isolado que veio de fora, mas a gente deve alertar as pessoas que forem viajar para regiões mais distantes que pensem nestas áreas endêmicas, pensem nas doenças de endemia daquela região para se prevenirem com antecedência", disse a secretária de saúde Ângela Amaral, 

Segundo ela, quem estiver planejando qualquer viagem deve procurar saber as doenças presentes neta região e se existe uma vacina. "Deve-se prevenir com antecedência e quando voltarem, se por acaso se sentirem mal, estes cidadãos devem procurar atendimento médico imediatamente e relatarem aos médicos que esteve em região de endemia”, finalizou a secretária.

Recentemente, outra pessoa de Itaúna foi diagnosticada com suspeita de contaminação após viagem à África, desta vez pelo mosquito Chikungunya. Esta doença se assemelha à dengue, apesar de ser mais característica pelas fortes dores nas articulações, que podem permanecer mesmo meses após o fim da febre.

Felizmente, na época a contaminação foi descartada e a pessoa não teve nenhuma complicação. Ainda assim foi feito trabalho de cerco ao mosquito e descontaminação preventiva em Itaúna.

A malária

A Malária é uma doença grave transmitida pela picada do mosquito anofelino infectado. Quando o mosquito pica o homem, injeta parasitas que se multiplicam no sangue. O Anofelino (Anopheles) é também conhecido como “prego”, pela forma peculiar como pousa. É pequeno, medindo, em geral, menos de 1 cm de comprimento.

A malária se manifesta através de alguns sintomas que podem ocorrer isoladamente ou em conjunto. São eles: dor de cabeça e no corpo, calafrios, febre alta, suor intenso, fraqueza, náuseas e vômitos.

Como os sintomas são parecidos com outras doenças é muito importante que a pessoa informe ao médico se esteve em região endêmica de malária (no Brasil são os estados da região Norte – Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão).

Não existe vacina contra a Malária. Ao viajar para áreas de risco de Malária, se proteja de ser picado pelo mosquito transmissor. Uma das medidas possíveis é evitar locais com água parada e sombreada, como lagoas, represas e remansos de rios e córregos, uma vez que os mosquitos depositam seus ovos neste tipo de água. 

Outras formas de prevenção são: evitar a formação de criadouros próximos de sua casa; usar roupas que protejam braços e pernas, além de repelentes nas áreas expostas do corpo; ao anoitecer, fechar portas e janelas e dormir usando cortinado.

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