Conforto e unidade visual

Tapetes e carpetes ajudam a fugir da monotonia e dão novos contornos no décor

iG Minas Gerais | Ana Paula Braga |

Com bom senso, é possível mesclar diversos estilos de tapete na decoração. Fica bonito e super moderno, como nesta sala conjugada
Juan Manzanaro/divulgação
Com bom senso, é possível mesclar diversos estilos de tapete na decoração. Fica bonito e super moderno, como nesta sala conjugada
Com bom senso, é possível mesclar até três estilos diferentes de tapete ou carpete pela casa. Para a designer Fabiana Visacro, no momento da escolha o morador deve buscar um denominador comum entre os modelos: pode ser a cor, a textura, uma estampa ou até a moldura de acabamento. “Os tapetes não precisam ser iguais em todos os ambientes, mas precisam dialogar entre si. Dessa forma, se for usar na sala de estar um tapete estampado, use no hall um da mesma cor, porém liso. Isso tratará unidade aos espaços”, explica.   Não existe uma tendência quando o assunto é tapete ou carpete. Os modelos mais peludos – de náilon, lã, retalhos de couro ou lycra – caem muito bem em ambientes contemporâneos e tornam-se agradáveis no home theater ou quartos, onde os moradores gostam de ficar descalços. Em ambientes com décor mais despojado, é preferível usar tapetes baixos – de pele, algodão artesanal, náilon de pelo curto ou fibras naturais e sintéticas, que têm feito bastante sucesso. “A gente tem sempre que individualizar os projetos e o tapete é um elemento muito usado nesse sentido. Sendo assim, quanto mais diferente esse elemento for, melhor e mais personalizado será o espaço”, pontua Fabiana.   Segundo ela, trabalhar com contrastes também é uma forma de dar destaque à peça, como apostar em um tapete que tenha uma cor diferente do piso ou que ele sobressaia em relação ao maior móvel do ambiente. “Dessa forma, se o elemento maior de um espaço for um sofá bege, é interessante que o tapete seja especificado numa cor diferente dessa, por exemplo, e que ele seja maior que esse sofá”, explica.    Cuidados  Cores opacas, trama endurecida ou ressecada, manchas ou perda de brilho podem ser sinais de desgaste e pouco zelo com o tapete ou carpete, mas tudo depende do uso da casa.    “De maneira geral, os tapetes devem sempre ser limpos semanalmente com aspirador de pó e, no caso dos felpudos, serem lavados por empresas especializadas a cada seis meses. Quanto mais sintético for o tapete, mais simples e eficiente é a sua limpeza. Quanto mais fino for o tapete, menos poeira ele vai acumular”, afirma a designer Iara Santos. Portanto, não deixe juntar pó: as partículas cortam as fibras nas pisadas, diminuindo a vida útil do tapete.   Quase 100% das manchas em tapetes e carpetes saem se forem removidas na hora. Uma simples limpeza caseira pode ajudar. Comece limpando de fora para dentro para que a mancha não se espalhe. Com uma esponja ou pano, aplique a espuma de detergente neutro com um pouco de amaciante de roupas. Muita gente também usa vinagre branco para retirar a sujeira.      Fonte alternativa para o décor Sustentável. Com a reciclagem dos fios de náilon que compõem as tradicionais redes de pesca, o designer David Oakley desenvolveu recentemente a coleção Net Effect, para a fabricante de carpetes americana Interface. A nova linha emprega 100% de fibra reusada na criação de carpetes com tonalidades bem vibrantes, inspiradas nas dos oceanos. O designer propôs gerar uma fonte alternativa de renda para moradores de lugares onde a atividade predatória compromete o meio ambiente e a economia local. A ideia do projeto começou a ser colocada em prática em Banco de Danajon, uma das barreiras de corais mais ameaçadas do mundo, nas Filipinas, e já beneficiou cerca de 280 famílias da região. Juntas, elas conseguiram recolher mais de 1 tonelada de lixo marinho. Os padrões Pacific, North Sea e Driftwood saem por R$ 180 o metro quadrado e já podem ser encontrados nos representantes da Interface no Brasil.

 

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