Fiat concederá férias coletivas para empregados

Empresa diz que precisa regular o estoque

iG Minas Gerais | José Augusto |

Com férias coletivas, 10 mil veículos deixarão de ser produzidos
Fiat/Divulgação
Com férias coletivas, 10 mil veículos deixarão de ser produzidos

Pela segunda vez no ano, a Fiat Automóveis vai dar férias coletivas de dez dias para parte de seus funcionários, a partir do dia 11 de agosto.

Segundo informou a montadora, a medida se destina a adequar os níveis de estoques à demanda do mercado e a balancear o mix de modelos produzidos ao perfil da demanda. “Entre outros fatores, a realização da Copa do Mundo reduziu o volume do comércio de veículos, acarretando ligeira elevação de estoques”, informou em nota.

Durante o período de férias coletivas, cerca de 10 mil veículos deixarão de ser produzidos. Entretanto, segundo a Fiat, as vendas dos modelos Palio, Uno, Strada e Siena seguem em alta. A montadora não informou a quantos funcionários ela concederá as férias coletivas.

Essa é a segunda vez neste ano que a empresa adota essa medida. Em abril, 900 trabalhadores ficaram dez dias em casa. Já em março, outros 800 funcionários tiraram férias individuais programadas de 20 dias.

Críticas Entidades ligados ao setor automobilístico criticaram a medida. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, apesar de haver segmentos em outros setores que enfrentam problemas, o automobilístico é destino de investimentos, e alguns segmentos estão indo bem.

O vereador Thiago Santana (PCdoB), que tem forte ligação com o movimento sindical, também criticou a adoção de férias coletivas de dez dias determinada pela Fiat Automóveis. Segundo ele, essa medida significa menos arrecadação para Betim e sobrecarga futura de trabalho para os metalúrgicos. “Como vereador, espero que a justificativa para essa medida seja apenas visando à adequação de parte do estoque da montadora, mas, quando vemos a empresa investindo na construção de uma nova fábrica em outro Estado, como Pernambuco, sempre fica uma ponta de desconfiança”, afirmou.

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