Um mestre em três registros diferentes

Fim de semana no Cine Humberto Mauro traz as maiores obras-primas de Billy Wilder em três gêneros diversos

iG Minas Gerais | daniel oliveira |

Holden e Lemmon são músicos travestidos em ‘Quanto Mais Quente Melhor’
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Holden e Lemmon são músicos travestidos em ‘Quanto Mais Quente Melhor’

Billy Wilder ficou conhecido como um mestre da comédia, mas realizou obras-primas em todos os gêneros. E quem não conhece as outras facetas do cineasta tem a chance perfeita de descobri-las no Cine Humberto Mauro hoje, amanhã e domingo, quando a mostra “Gênio do Sistema” exibe os três melhores longas do diretor – um noir, uma comédia e um romance.

Hoje é a vez de “Crepúsculo dos Deuses”, às 17h. Um dos melhores retratos já feitos dos bastidores de Hollywood, o longa traz um roteirista fracassado (William Holden) que passa a viver com Norma Desmond, atriz esquecida do cinema mudo (Gloria Swanson), e promete escrever o roteiro do retorno dela às telas.

Com participações especiais de cineastas da era muda esquecidos na época de seu lançamento, em 1950, Wilder usa o fluxo de consciência e as sombras do noir para mostrar os dois lados de Hollywood e fazer da mansão de Desmond um museu macabro do estrelato perdido.

Amanhã, às 18h45, a mostra apresenta “Quanto Mais Quente Melhor”. Considerado a melhor comédia falada de todos os tempos, o filme segue Jack Lemmon e William Holden como dois músicos fugindo da máfia disfarçados de mulher em um coral.

Para além dos diálogos geniais e do ritmo incessante, Wilder e Lemmon conseguem subverter o humor barato do ‘homem que se veste de mulher’, enquanto Holden é capaz de seduzir Marilyn Monroe mesmo usando um par de brincos.

O triângulo perfeito é fechado no domingo, às 18h30, com “Se Meu Apartamento Falasse”. Nele, Lemmon vive o funcionário que empresta seu apartamento para encontros de seus chefes com as secretárias e acaba se envolvendo com uma delas, vivida por Shirley MacLaine.

Vencedor dos Oscars de melhor filme, direção e roteiro, o filme comprova o talento inigualável de Wilder, equilibrando perfeitamente melancolia e leveza, e encontrando humor em uma história que envolve suicídios e depressão. Se você vir um dos filmes, vai se apaixonar por Wilder. Se vir os três, vai querer assistir à toda sua filmografia.

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