“Pretendo morar em Belo Horizonte depois que parar de jogar. Meu desejo é me aposentar no Cruzeiro”

Marcelo Moreno Atacante Cruzeiro

iG Minas Gerais |

O que Belo Horizonte representa para você?  

Gosto muito de Belo Horizonte. Ainda vou fixar residência aqui. Fiz boas amizades na cidade, as pessoas gostam muito de mim e isso chama a minha atenção. Fui para o Shakhtar Donetsk-UCR e sempre voltava a BH para rever o pessoal. A cidade é tão boa que o próprio Sorín fixou residência por aqui. Todo mundo que vem para cá, curte. Aconteceu isso com meus amigos durante a Copa, curtiram demais, gostaram. Falaram que o mineiro é carismático e recebe bem quem vem de fora. E isso é verdade.

O Cruzeiro tem a chance de conquistar a Tríplice Coroa de novo. Você sonha com isso?

Seria fantástico vencer de novo a Tríplice Coroa. Qualquer atleta sonha com isso, ainda mais pelo bom momento que estamos passando. Agora, é só manter o que temos feito, pois o Campeonato Mineiro a gente já conquistou. Estamos bem no Brasileiro e vamos entrar firmes na Copa do Brasil. Temos um grupo bom, e a nossa união faz muita diferença.

O seu contrato de empréstimo termina no fim deste ano. As conversas para uma possível permanência já começaram? Pretende ficar por muito tempo no clube?

Não tenha dúvida de que meu desejo é ficar no Cruzeiro, renovar meu contrato. Mas, antes, eu quero o título do Campeonato Brasileiro, que eu não tenho. Seria muito lindo para mim e para os torcedores. Fazendo um grande campeonato, as coisas se encaixarão bem. Meu desejo é me aposentar no Cruzeiro, e eu espero que isso dê certo.

Depois de turbulências no Flamengo e no Grêmio, você voltou ao clube onde fez um bom trabalho em 2007 e 2008. Como está o seu momento atual no Cruzeiro?

Hoje, eu voltei a sorrir, depois de um ano difícil que tive no Flamengo, depois no Grêmio. Estou muito feliz, em um time que me acolheu muito bem, no qual a torcida gosta de mim. Eu só tenho o que agradecer e seguir mostrando um bom futebol dentro de campo para dar alegrias ao torcedor, que sempre me apoia e dá forças.

Qual a grande diferença do time celeste de sua primeira passagem para a equipe atual?

A gente faz um trabalho para todo mundo se sobressair, nosso conjunto é forte. Não precisa só o Marcelo Moreno estar na área, saio para buscar o jogo, para puxar a marcação e outro jogador entrar sozinho e fazer o gol. O “trabalho sujo” que a gente chama, do falso 9. Estou tentando ficar ainda melhor, em um ritmo bom. A parada da Copa do Mundo não favoreceu muito, deu uma quebrada no ritmo. Mas estamos firmes para ajudar o Cruzeiro. O mais importante é seguir vencendo.

E sua família? Está morando com você em Belo Horizonte?

Por enquanto, a minha família não está comigo, mas eles já estão reservando passagens para vir. As crianças ainda estão no período do colégio, e quando ficarem de férias, o pessoal vem para ficar até três meses. Meus irmãos de vez em quando aparecem.

Quando seus familiares e amigos vêm te visitar, o que eles gostam em Belo Horizonte?

Meus amigos gostaram demais do pão de queijo. Eu também gosto. Antes não comia muito, mas agora eu como quando posso. Queijo também, mas se comer muito a gente engorda e o torcedor cobra depois.

O que você gosta de fazer nos momentos de folga?

A gente não tem muita folga, só treinamos, jogamos. Gosto de ficar com minha esposa, ir ao cinema, ver a família. Sou muito tranquilo.

Foi importante o seu retorno ao Cruzeiro?

O pessoal daqui, tanto os funcionários quanto os jogares, passam muita confiança logo que você chega. O Cruzeiro tem um grupo que é acolhedor, e isso é importante. E eu, particularmente, estava precisando dessa paz. Na moral, eu estava merecendo. O que aconteceu comigo no Grêmio foi uma injustiça muito grande. Até porque eu não estive mal quando joguei lá. Na minha passagem pelo Sul, marquei 22 gols com a camisa do Grêmio.

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