Médico é preso em flagrante após desligar aparelhos de paciente vivo

Família desconfiou do atestado de óbito e percebeu que paciente ainda respirava com dificuldades; profissional alegou a Polícia Militar (PM) que havia constatado o falecimento depois do exame de reação da pupila

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Um médico do Hospital Ana Moreira Salles, em Cambuí, no Sul de Minas, foi preso em flagrante, nessa quarta-feira (30), depois de atestar a morte de um paciente e desligar os aparelhos que o mantinha vivo. O profissional foi encaminhado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Pouso Alegre, onde foi ouvido e liberado.

A polícia foi acionada pela juíza de Direito da Comarca, Patrícia Vialli Nicolini, que ficou sabendo da história por meio da família do paciente e pediu aos militares que fossem verificar a ocorrência.

A família da vítima foi comunicada no início da tarde de que o idoso de 59 anos havia sofrido morte cerebral e em função disso o médico responsável havia desligado os aparelhos. No local, um familiar do paciente desconfiou da história e ao se aproximar do corpo percebeu que o idoso ainda respirava com dificuldade.

A polícia conversou com o médico, identificado apenas pelas iniciais C.A.R. O suspeito relatou ter atestado o óbito depois de fazer o exame de reação da pupila, que contatou a morte cerebral. Em seguida, ele desligou os aparelhos e comunicou a família sobre o fato.

O idoso que lutou contra morte para sobreviver ficou aproximadamente 50 minutos respirando sem a ajuda de aparelhos. No primeiro momento, o paciente havia perdido a vaga na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Pouso Alegre, cidade vizinha, em função do atestado de óbito, no entanto, após a resolução do problema ele foi transferido.

C.A.R foi encaminhado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Pouso Alegre, onde foi ouvido e liberado, conforme informações da Polícia Militar. A reportagem tentou falar com a Polícia Civil do município, mas ainda não conseguiu contato.   

No Hospital Ana Moreira Salles, onde aconteceu o incidente, as únicas funcionárias que estão falando sobre o assunto não foram encontradas.  

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