Diretoria do Palmeiras minimiza denúncia do STJD

Clube se mostrou surpreso com a denúncia, ainda não recebida oficialmente, porque já tinha acordo com o rival para pagar as despesas

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Custo. No caso do Itaquerão (SP), do custo total de R$ 1,17 bilhão, R$ 235 milhões serão de juros
douglas magno
Custo. No caso do Itaquerão (SP), do custo total de R$ 1,17 bilhão, R$ 235 milhões serão de juros

O Palmeiras adotou tom mais ameno ao comentar a denúncia feita pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta quinta-feira, relativa às cadeiras quebradas pela torcida palmeirense durante o clássico com o Corinthians, domingo, no Itaquerão.

O clube se mostrou surpreso com a denúncia, ainda não recebida oficialmente, porque já tinha acordo com o rival para pagar as despesas com as novas cadeiras, que vão substituir as 258 danificadas no fim de semana.

"O clube entende que não houve danos ao espetáculo e que todas as providências possíveis relativas à segurança no jogo foram adotadas, seja por parte do Palmeiras, do Corinthians ou da Polícia Militar. Seria impossível controlar a ação individual dos torcedores", alegou o clube, em nota.

No dia seguinte ao clássico, o Corinthians fez uma vistoria no setor das arquibancadas que recebeu a torcida rival, na companhia de um representante do Palmeiras. O time da casa apresentou o saldo do prejuízo e o arquirrival se comprometeu a pagar R$ 45 mil pelas cadeiras quebradas e por um secador de mãos de um dos banheiros da área dos visitantes.

"O Palmeiras já suportou os prejuízos ocasionados e está trabalhando na identificação dos infratores. De qualquer forma, o clube aguardará o recebimento da denúncia para analisar como irá se posicionar", disse o clube, nesta quinta.

Mais cedo, o diretor de futebol do Corinthians, Ronaldo Ximenes, atacou o STJD por incluir o time na denúncia, que pode punir ambos os clubes com a perda de mando de até dez jogos. "Infelizmente o SJTD gosta de aparecer em cima dos grandes, dá Ibope. Infelizmente é esse o motivo, mas ainda acredito no bom senso", disse o dirigente.